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A Bolsa de Valores brasileira enfrentou forte instabilidade na manhã pós-eleições, o que levou ao acionamento do circuit breaker na B3 nesta segunda-feira. A medida paralisou as negociações no mercado à vista por 30 minutos logo no início do pregão, como reação direta dos investidores aos resultados eleitorais do último domingo (25) e à forte aversão ao risco registrada no mercado financeiro.
Paralisia nos negócios e ativos atingidos
A interrupção das operações ocorreu devido à intensa oscilação observada no início do dia. Diante da volatilidade acentuada, a B3 suspendeu temporariamente as negociações de diversos produtos do mercado financeiro para conter movimentos irracionais de venda massiva.
Entre os segmentos que tiveram suas negociações paralisadas na abertura do pregão estão:
- Renda fixa privada e opções referenciadas em ações;
- BDRs e ETFs;
- Índices Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50 e Índice Small Cap.
Dólar em disparada e queda nos contratos futuros
Enquanto as ações no mercado à vista permaneciam paralisadas, o mercado de câmbio registrou forte pressão compradora. O dólar abriu em disparada ante o real e, por volta das 9h30, acumulava uma expressiva alta de 12,52%, cotado a R$ 5,60.
No mercado futuro, o contrato do Ibovespa com vencimento em 16 de dezembro de 2026 (INDZ26) chegou a despencar mais de 17% nos primeiros negócios. Por volta das 10h10, o mesmo contrato operava em queda de 16,74%, aos 173.260 pontos, antecipando o cenário adverso para a abertura do mercado à vista.
Para suportar o estresse operacional, a B3 ampliou o limite inferior de oscilação diária dos contratos futuros de Ibovespa para até -20%, após ter fixado inicialmente a margem em -15%.
Disparada dos juros futuros e regras de contenção
O clima de incerteza também provocou um salto significativo nas taxas dos DIs, conhecidos como juros futuros. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 subiu 182 pontos-base, atingindo 14,46%. Já a taxa para janeiro de 2027 alcançou 14%, registrando um avanço de 54 pontos-base.
A ferramenta de circuit breaker é ativada para proteger o mercado em momentos extremos. Conforme as diretrizes da B3, caso o índice principal recue 15% após a retomada, os negócios são paralisados por mais 1 hora. Se a queda atingir 20%, a bolsa pode suspender as operações por um período indeterminado.
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