A Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (9) a introdução de uma nova plataforma, a ser expandida para todo o estado a partir do próximo mês. O objetivo é acelerar a concessão de medidas protetivas para mulheres que sofrem violência. O programa-piloto, que foi testado com sucesso em Santos, no litoral de São Paulo, completou uma semana de operação.
Graças a essa inovação, os policiais militares, ao responderem a ocorrências, terão a capacidade de transmitir dados de forma automática para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) por via online. Essa funcionalidade também contribuirá para a rápida solicitação de exames de corpo de delito.
Visando aprimorar o protocolo de atendimento às vítimas, os agentes policiais deverão preencher o Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), ferramenta essencial para determinar o nível de vulnerabilidade da mulher.
Conforme dados da secretaria, o serviço de emergência da Polícia Militar, o 190, registrou diariamente entre 1,2 mil e 1,4 mil chamados relacionados a violência doméstica em todo o estado apenas no ano anterior. Contudo, desse volume, somente 600 a 800 ocorrências resultaram em queixas formais, com a elaboração de boletins de ocorrência nas delegacias especializadas.
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O portal "São Paulo Por Todas", mantido pelo governo do estado, oferece uma variedade de canais de suporte, como aplicativos móveis. O site também disponibiliza detalhes sobre os direitos das mulheres vítimas, bem como endereços de abrigos e outros pontos de apoio, incluindo postos localizados em estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Um mapa interativo permite localizar as delegacias especializadas nesse tipo de ocorrência. Adicionalmente, nas estações Luz e Santa Cecília, o Metrô SP dispõe de unidades de atendimento funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, onde é possível buscar orientação.
Incidente de violência em Campinas
Um indivíduo foi detido em flagrante no bairro Jardim Florence, em Campinas, depois de incendiar o apartamento de sua ex-companheira na madrugada de quarta-feira (8). O fogo se espalhou para residências vizinhas, resultando na morte de uma outra mulher por asfixia.
O ato incendiário ocorreu após o homem ter proferido ameaças contra sua ex-parceira e os filhos dela, que conseguiram sair do local em segurança. A mulher que veio a óbito residia no andar superior do imóvel e, apesar de ter sido resgatada pelo Corpo de Bombeiros, não resistiu à inalação de fumaça.
O agressor foi capturado pela polícia e levado a uma delegacia, onde permanece sob custódia e à disposição da Justiça. Ele enfrentará acusações não apenas pela propagação do incêndio, mas também por ameaça, violência doméstica e homicídio.
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