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Quinta-feira, 13 de Agosto 2026
Política

Senado aprova projeto que reduz impostos sobre combustíveis e segue para sanção

Medida articula alívio tributário para mitigar impactos da alta do petróleo decorrente do conflito internacional envolvendo os Estados Unidos.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Senado aprova projeto que reduz impostos sobre combustíveis e segue para sanção
© José Cruz/Agência Brasil
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O Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (12), por 61 votos a 2, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que diminui tributos federais incidentes sobre combustíveis como gasolina, diesel e etanol. A proposta agora segue diretamente para a sanção da Presidência da República.

Poucas horas antes da votação no plenário senadorial, a matéria já havia recebido o aval da Câmara dos Deputados. O avanço acelerado foi possível graças a um entendimento político costurado entre o governo e as principais lideranças do Congresso Nacional.

A iniciativa tem como foco principal amortecer os impactos econômicos da alta nos preços internacionais do petróleo. Essa disparidade nos valores foi impulsionada pela guerra travada pelos Estados Unidos contra o Irã, que bloqueou uma rota estratégica de exportação.

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Além dos itens energéticos, os parlamentares ampliaram o escopo para incluir incentivos fiscais voltados a fertilizantes, minerais críticos e à Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027. A queda na arrecadação será compensada por receitas extras obtidas com a alta do petróleo.

Novos benefícios tributários

O texto aprovado garante que a vantagem competitiva dos biocombustíveis seja preservada. Se a tributação da gasolina sofrer uma redução igual ou superior a 30%, as alíquotas aplicadas ao etanol cairão automaticamente a zero.

O governo também concederá uma subvenção de R$ 1,2 bilhão destinada aos produtores de etanol hidratado. A medida visa assegurar a diferenciação de preços em relação aos derivados de petróleo no mercado interno.

Regras para despesas públicas

Para manter a responsabilidade fiscal, o projeto inseriu travas que atrelam o crescimento de determinados gastos aos limites do arcabouço fiscal caso haja projeção oficial de déficit nas contas públicas.

Dessa forma, recursos de fundos específicos e pisos constitucionais poderão ter correções limitadas à inflação acrescida de um teto máximo de 2,5% durante períodos de desequilíbrio orçamentário.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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