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Sexta-feira, 24 de Abril 2026

Policial

Dias antes de morrer, vítima denunciou PM por ter provocado morte da filha em parto precoce

A própria vítima relatou a situação em um boletim de ocorrência na Casa da Mulher Brasileira, quatro dias antes de morrer

Clécio Silva
Por Clécio Silva
Dias antes de morrer, vítima denunciou PM por ter provocado morte da filha em parto precoce
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Ainda sobre o fato ocorrido em Curitiba em que o Policial Militar, Dyegho Henrique Almeida da Silva matou sua ex-mulher, Franciele Cordeiro e Silva,  na tarde desta terça-feira (13),  a mesma denunciou o agente de segurança por ter provocado a morte da filha cinco dias após um parto precoce (sete meses), que aconteceu em março deste ano. A vítima relatou a situação em um boletim de ocorrência (BO), que a reportagem da Banda B teve acesso aos detalhes. A denúncia foi feita na Casa da Mulher Brasileira, na última sexta (9), quatro dias antes de ser morta.
A denúncia feita por Franciele junto à polícia aponta que Dyegho colocou um medicamento abortivo nas partes íntimas dela, alegando ser uma bolinha lubrificante. A situação teria acontecido pela primeira vez quando a vítima estava com dois meses de gravidez.

“Como a vítima sempre tomava banho depois de manter relações, neste dia ela achou estranho que ele não queria que ela fosse para o chuveiro. Ela achou estranho e acabou indo. No momento que fez ‘chuveirinho’ viu sair um produto branco e logo desconfiou ser o medicamento abortivo. Que ao questionar o Noticiado ele confessou ser Citotec (medicamento abortivo) e pediu desculpas. Que por causa disso eles brigaram e ele foi embora de casa. Mesmo assim ele insistia para ela abortar”, diz trecho do boletim do ocorrência.

O documento ainda traz outros detalhes ao longo dos meses de gestação de Franciele.

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“Por algumas vezes foi na casa da vítima mas ela não manteve relações sexuais com ele. Que a vítima sempre disse que jamais abortaria, tanto é que chegou a ganhar a criança com 7 (sete) meses. No dia que a vítima tinha comprado o quarto da bebê ele pediu para conversarem e ver o quartinho. Que ele ajudou ela a montar o berço. Neste dia eles mantiveram relações sexuais e ele novamente chegou com uma caixinha de ‘bolinha lubrificante’”, aponta o BO.

Ainda, durante a última sexta, Franciele afirmou que recebeu uma ligação de Dyegho. Segundo a vítima, ele a ameaçou e afirmou que “iria pagar tudo o que fez” porque “não sabia do que ele era capaz”. A mulher ainda disse que o jovem falou que “estava ao ponto de fazer cagada”.

Em seguida, conforme aponta o BO, Franciele desligou o telefone na cara do ex e recebeu um aviso de sua outra filha, que teria dito que viu o PM em frente à residência onde ela morava.

Nascimento e morte da filha de Franciele
Já com sete meses de gravidez, uma outra situação suspeita teria acontecido após uma nova relação sexual, mas, após sentir fortes dores abdominais e sangramento, a vítima foi levada às pressas ao hospital. Em seguida ela deu luz a filha.

“Quando chegaram no hospital, a vítima estava anestesiada e o Noticiado começou a chorar e pedir perdão por tudo que fez para ela e para a filha. A vítima não entendendo nada perguntou o motivo mas ele não falou. A vítima não queria acreditar. Quando a criança faleceu, a vítima ficou com depressão e ele foi afastado por um mês do trabalho pelo psiquiatra. Como a vítima ficou sem reação, com depressão, e a mãe dele estava na casa deles, acabou não contando nada para ninguém, bem como pediu sigilo para sua advogada e médicos pois tinha muito medo da reação dele (até mesmo porque ele é policial militar). Ressalta também que sua gestação correu tudo bem, seu pré natal estava perfeito”, completa.

Após o nascimento e a morte, segundo o BO, ela ficou com depressão e o policial ficou afastado por um mês do trabalho pelo psiquiatra.

Policial mata ex no Rebouças
O policial militar Dyegho Henrique Almeida da Silva matou a tiros a ex-mulher, Franciele Cordeiro e Silva, no final da tarde desta terça-feira (13), na Rua Francisco Nunes, no bairro Rebouças, em Curitiba.

Após os disparos, ele se trancou dentro do Citroën C3 de cor branca com o corpo da vítima. Equipes policiais isolaram o local tentando negociar sua rendição até por volta das 21h15, quando o atirador tirou a própria vida com um tiro.

FONTE/CRÉDITOS: Redação
Clécio Silva

Publicado por:

Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

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