Em Londrina, norte do Paraná, um morador de 56 anos foi impedido de tomar a segunda dose Pfizer, vacina contra Covid-19. Adilson da Silva descobriu que teve o cadastro clonado e outra pessoa já havia se vacinado em seu nome, em Arapongas. O último recurso para tentar ter a imunidade completa foi registrar um boletim de ocorrência.
Adilson conta que agendou a vacinação para o Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCI) da Zona Norte e foi até o local com a esposa. Ao chegar, só a mulher foi imunizada. A situação do homem estava irregular e já constava a aplicação da segunda dose. Mesmo assinando uma declaração de que não foi vacinado em Arapongas, não conseguiu regularizar.
A preocupação de Adilson, ao registrar a denúncia na Polícia Civil, é conseguir ser vacinado no prazo correto. Quando foi ao CCI, no final do mês de setembro, completavam três meses exatos da data que recebeu a primeira dose. Com o passar dos dias, a distância dos imunizantes fica cada vez maior.
“Tem que cuidar da saúde certo. E mesmo porque a empresa, hoje, exige as duas doses. Tem que apresentar a carteirinha na empresa para comprovar que você tomou a vacina”, comenta Adilson.
A mesma questão é ponderada pelo delegado Edgard Soriani. Ele considera mais viável as secretarias de Saúde dos municípios resolverem o processo, ao invés de aguardar a solução do inquérito. Isso poderia fazer demorar ainda mais para que Adilson receba a vacina.
Procurada pela reportagem, a prefeitura de Arapongas informou que se trata de um caso homônimo, ou seja, os dois possuem o mesmo nome. “Houve um lançamento equivocado no nome de Adilson Ferreira de Souza de Londrina, enquanto que quem tomou foi Adilson Ferreira de Souza, de Arapongas. RG e CPF de ambos não batem. A Prefeitura busca a confirmação desses fatos para corrigir o lançamento”, notificou.
A prefeitura de Londrina disse que irá verificar a situação.