O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfatizou a primazia do interesse nacional e a necessidade de desbravar novas vias para o progresso do Brasil, do Mercosul e dos seus parceiros europeus. A declaração foi feita durante a sessão do Congresso Nacional que oficializou a promulgação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul.
Em seu discurso, Motta salientou que “neste momento singular, o Brasil se apresenta com credenciais robustas, com autoridade para demonstrar que é viável harmonizar produção, responsabilidade ambiental e uma visão de futuro”. Ele prosseguiu, afirmando que a “cooperação internacional permanece sendo o melhor caminho, pois o resultado da discórdia e dos conflitos jamais resultou e jamais resultará no engrandecimento humano”.
O presidente da Câmara avalia que o documento é crucial para que o Brasil assuma a posição que lhe compete no cenário global com dignidade. Conforme Motta, o Congresso Nacional endossou o maior pacto comercial já estabelecido pelo Mercosul, que abrange uma população superior a 700 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de 22 trilhões de dólares. Ele também ressaltou a agilidade com que o Poder Legislativo brasileiro aprovou o acordo.
“Esta cerimônia também consagra o senso de prioridade com que o Poder Legislativo brasileiro abordou este tema”, declarou Motta. Ele explicou que, “no início do ano, anunciamos que o acordo seria analisado com celeridade. Demos uma resposta positiva ao texto em poucas semanas, não apenas em reconhecimento aos 26 anos de árduas negociações, mas porque compreendemos que qualquer postergação do interesse nacional seria inaceitável”.
Hugo Motta ainda garantiu que o Congresso permanecerá vigilante, pois todo grande acordo exige um acompanhamento contínuo, sensibilidade institucional e, quando necessário, adaptações que salvaguardem o interesse estratégico do país.
“Deste lado do Atlântico, faço um voto sincero e confiante: que o Parlamento Europeu e o Tribunal de Justiça do Bloco demonstrem estar à altura deste momento distinto e exerçam, com presteza, a nobre missão que lhes cabe”, concluiu Motta.
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