Uma mãe de 19 anos foi presa em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, acusada de um crime brutal que chocou a região: matar o próprio filho recém-nascido com golpes de tesoura. O corpo do bebê foi encontrado em uma lixeira, o que levou a jovem a ser autuada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O caso de infanticídio no Paraná ganhou repercussão nacional após a jovem confessar que a gravidez era indesejada.
Jovem Buscou Atendimento Médico e Despertou Suspeitas
O caso veio à tona na madrugada da última terça-feira (19) quando a jovem procurou uma unidade de saúde, alegando problemas de saúde. Durante o exame físico, os médicos constataram que ela havia passado por um trabalho de parto recente. Confrontada, ela inicialmente mentiu, afirmando que a criança havia nascido sem vida e sido enterrada no quintal.
Diante das inconsistências, a Guarda Municipal (GM) foi acionada. Ao chegar na residência, os agentes fizeram a descoberta chocante: o corpo do recém-nascido estava escondido em uma lixeira, junto ao lixo da casa.
Laudo da Autópsia Revela Detalhes Brutais do Crime
A perícia médica trouxe detalhes ainda mais perturbadores sobre o crime. O laudo de autópsia confirmou que a criança nasceu viva, com nove meses de gestação, pesando três quilos e medindo 50 centímetros. A causa da morte foram golpes de tesoura desferidos no banheiro da residência.
Durante o interrogatório, a jovem confessou o crime, alegando que a gravidez era indesejada e que o pai da criança não a assumiria. Ela também admitiu ter tentado realizar um aborto anteriormente. Familiares relataram à polícia que suspeitavam da gestação, mas a jovem sempre negava estar grávida.
A Polícia Civil autuou a jovem por homicídio qualificado — crime que, neste caso, inclui motivação torpe, crueldade, impossibilidade de defesa da vítima e crime contra menor de 14 anos — além de ocultação de cadáver. O caso segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes dessa tragédia.