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Terça-feira, 28 de Abril 2026

Justiça

Magistrados solicitam prorrogação para aplicação de limites a benefícios

A Corte havia determinado a implementação imediata das restrições pelos órgãos do Judiciário e do Ministério Público.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Magistrados solicitam prorrogação para aplicação de limites a benefícios
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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Associações que representam juízes e membros do Ministério Público solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um prazo adicional de 30 dias para a implementação das novas regras que limitaram o pagamento de vantagens adicionais, conhecidas como “penduricalhos”.

Os “penduricalhos” são benefícios concedidos a servidores públicos que, quando somados ao salário base, podem exceder o teto remuneratório constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.

Em 25 de março, os ministros do Supremo decidiram, por unanimidade, que indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do subsídio dos ministros do STF, que serve como referência para o teto de R$ 46,3 mil.

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Conforme a decisão da Corte, as restrições deveriam ser aplicadas de forma imediata pelos diferentes órgãos do Poder Judiciário e do Ministério Público.

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Segundo a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), entidade que representa as demais associações, os tribunais estão enfrentando dificuldades para aplicar a decisão do Supremo. A AMB acrescentou que o acórdão do julgamento ainda não foi publicado, e os magistrados não podem ser prejudicados com a suspensão dos benefícios.

De acordo com a solicitação da Associação dos Magistrados, o prazo extra de 30 dias para a aplicação das regras começaria a ser contado a partir da análise de eventuais recursos contra a limitação do pagamento dos “penduricalhos”.

“É certo e a AMB pode atestar que os tribunais encontram dificuldades para cumprir a decisão do STF sem que tal cumprimento possa violar direitos dos magistrados, em razão de uma possível incompreensão da decisão”, afirmou a entidade.

Sobre os penduricalhos

Na prática, apesar de estabelecer um limite de 35% para os “penduricalhos”, a decisão do Supremo validou a possibilidade de pagamentos que superam o teto constitucional.

Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão receber, no mínimo, R$ 62,5 mil mensais, somando o teto de R$ 46,3 mil e R$ 16,2 mil provenientes dos “penduricalhos”.

Ao final da carreira, o rendimento mensal pode atingir R$ 78,8 mil, considerando o pagamento do auxílio por tempo de serviço (ATS), que também foi restrito a 35% do teto.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente
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