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Domingo, 25 de Outubro 2026
Cidades

Menina de 12 Anos Volta a Ter Convulsões Após Agressão Brutal na Saída de Escola em Araucária; Família Clama por Justiça

Vítima, que nasceu prematura e tinha histórico de convulsões na infância, foi internada após ser covardemente atacada por três alunas

Clécio Silva
Por Clécio Silva
Menina de 12 Anos Volta a Ter Convulsões Após Agressão Brutal na Saída de Escola em Araucária; Família Clama por Justiça
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Vítima, que nasceu prematura e tinha histórico de convulsões na infância, foi internada após ser covardemente atacada por três alunas. O caso, ocorrido no Colégio Estadual Profª Helena Wysocki, acende um alerta sobre a violência escolar e a responsabilidade coletiva.

Uma onda de revolta e indignação tomou as redes sociais após a divulgação de um vídeo mostrando a agressão brutal contra M.C.C., uma estudante de apenas 12 anos, na saída do Colégio Estadual Profª Helena Wysocki, no bairro Costeira, em Araucária. O ataque, ocorrido na última sexta-feira (19/09), não só deixou marcas físicas, mas reabriu feridas profundas na saúde da adolescente, que voltou a sofrer de graves crises convulsivas e precisou ser hospitalizada.

O Pesadelo na Saída da Aula e o Retorno das Convulsões

Para a família de M.C.C., a sexta-feira se transformou em um pesadelo. Enquanto o pai da menina a aguardava na esquina da escola, como de costume, ela foi cercada por três colegas que a atacaram com cotoveladas, tapas no rosto e violentos puxões de cabelo. Durante toda a agressão, testemunhas observaram a cena sem intervir, enquanto a jovem M.C.C. não esboçou qualquer reação.

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O terror, no entanto, estava longe de acabar. A mãe da vítima relata, com a voz embargada, o impacto devastador da violência na saúde da filha. “Ela nasceu prematura e, quando bebê, apresentava crises convulsivas. Após as agressões, ela voltou a ter convulsões. A primeira foi na mesma sexta-feira à noite”, conta. A situação se agravou no domingo, forçando a internação da menina. “A segunda convulsão dela foi no domingo, então a levamos para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, onde ela foi internada para realizar vários exames e permanece até este momento.”

A dor da família é amplificada pela justificativa das agressoras, que alegaram uma suposta provocação no terminal de ônibus. A mãe nega veementemente. “Minha filha não frequenta o terminal em hipótese alguma. Eu e meu marido sempre a levamos e buscamos na escola. Naquele dia, o pai dela estava esperando na esquina, foi quando ela chegou chorando muito e contou o que havia ocorrido.”

Um Clamor por Medidas Firmes e o Risco da Impunidade

A avó da adolescente agredida expressa a inconformidade e o medo que agora assombram a família. “Minha neta foi covardemente agredida sem motivo, isso é um absurdo! As agressoras não podem sair impunes”, lamenta. A família agiu rápido: registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher e do Adolescente, fez uma denúncia anônima pelo fone 181 e planeja acionar o Ministério Público.

"Queremos medidas firmes dos órgãos responsáveis, para que sirva de exemplo caso ocorram situações semelhantes no futuro", afirma a avó.

O Que Dizem as Autoridades sobre o Caso de Violência Escolar

Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR):

Em nota, a Seed-PR informou que o desentendimento teria começado no dia anterior (18/09), dentro da sala de aula, devido à inserção de um clipe de papel em uma tomada. A situação, segundo a pasta, foi controlada pela equipe pedagógica. A secretaria afirma que, após a briga fora da escola, a direção orientou a mãe a registrar o B.O. e que "presta todo o apoio necessário à família".

Delegacia da Mulher e do Adolescente (DMA):

A delegacia confirmou que a investigação está em andamento e que as partes serão ouvidas. “Caso sejam confirmados os fatos, os envolvidos com 12 anos ou mais poderão responder por ato infracional análogo à lesão corporal”, explicou a DMA. A polícia ressaltou um ponto crucial: os pais das agressoras podem ser responsabilizados civilmente pelos danos causados.

A delegacia também destacou o papel preventivo das escolas na promoção de um ambiente seguro e na educação para a resolução pacífica de conflitos, complementando a educação familiar. "Cabe aos pais e responsáveis, educarem os filhos para respeitarem o próximo", frisou o órgão.

Conselho Tutelar:

O Conselho Tutelar de Araucária reforçou a mensagem de responsabilidade compartilhada. “A escola deve ser um espaço de aprendizado e respeito, jamais de agressão. Aos adolescentes, fica o alerta: atos de violência têm consequências sérias”, declarou o conselho, mencionando as medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O órgão concluiu com um chamado à ação coletiva: "É um trabalho contínuo intersetorial com família, escola e sociedade para promover o diálogo, o respeito e a empatia. Dessa forma, podemos ter um ambiente seguro dentro e fora da escola."

FONTE/CRÉDITOS: Clécio Silva
Clécio Silva

Publicado por:

Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

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