A inauguração da terceira loja da Havan em Maringá, no último sábado (28), que deveria ser apenas um marco comercial para a cidade, transformou-se em um campo de batalha político e digital. O estopim foi uma postagem ácida da vereadora Professora Ana Lúcia (PDT), que não poupou críticas à gestão municipal e ao empreendimento de Luciano Hang.

A Denúncia: "Lei para uns, privilégio para outros?"
Nesta terça-feira (3), a vereadora utilizou suas redes sociais para apontar o que chamou de "falta de igualdade" no cumprimento das leis municipais. Segundo Ana Lúcia, o prefeito Silvio Barros teria autorizado o funcionamento da nova megaloja sem exigir o plantio de árvores nas calçadas, uma norma prevista na legislação de arborização urbana de Maringá.
"A lei precisa valer do mesmo jeito para todos. Sem privilégio, sem exceção", disparou a parlamentar.
Ana Lúcia ainda comparou o tratamento dado à gigante do varejo com o rigor aplicado aos pequenos comerciantes da cidade. "Pequenos comerciantes seguem sendo fiscalizados e multados quando deixam de cumprir essa mesma regra. Quem empreende na cidade conhece bem essa realidade", afirmou.
A Reação: O "Véio da Havan" entra em cena
Conhecido por não deixar críticas sem resposta, Luciano Hang entrou diretamente no debate. O comentário do empresário, feito no mesmo dia da postagem, serviu como uma "invertida" pública que dividiu opiniões entre os seguidores.
Hang, que costuma defender a desburocratização e o investimento privado, rebateu a parlamentar focando na geração de empregos e no desenvolvimento que a nova unidade traz para Maringá. A resposta rápida do empresário gerou uma onda de interações, transformando o post da vereadora em um dos assuntos mais comentados da região nas últimas horas.
Arborização vs. Desenvolvimento: O debate que divide a cidade
A crítica da vereadora toca em um ponto sensível para Maringá, conhecida nacionalmente como "Cidade Verde". Para Ana Lúcia, a arborização é questão de qualidade de vida e clima, e não deve ser ignorada em grandes projetos. Por outro lado, defensores do empreendimento argumentam que o rigor excessivo pode afastar investidores que geram centenas de postos de trabalho.