Natal (RN) — Um episódio de violência extrema chocou moradores da Zona Sul de Natal no último sábado (26), quando uma mulher de 35 anos foi agredida com mais de 60 socos pelo namorado dentro do elevador do condomínio onde reside, no bairro de Ponta Negra.
Agressão registrada por câmeras de segurança
A cena brutal foi captada pelas câmeras internas do elevador. O vídeo mostra o casal discutindo antes da porta se fechar. Em seguida, o homem, identificado como Igor Cabral, ex-jogador de basquete, parte para cima da vítima e inicia uma sequência de socos violentos. A mulher, encurralada, cai no chão e continua sendo agredida sem chance de defesa.
Intervenção rápida e prisão em flagrante
O segurança do prédio, que acompanhava as imagens em tempo real, acionou imediatamente a Polícia Militar. Ao chegar ao térreo, o agressor foi contido por moradores e preso em flagrante. Após audiência de custódia, a Justiça decretou prisão preventiva para Igor, que será indiciado por tentativa de feminicídio.
Estado de saúde da vítima
A vítima foi levada ao Hospital Walfredo Gurgel, onde exames constataram múltiplas fraturas no rosto e no maxilar. Ela passará por cirurgia de reconstrução facial nos próximos dias. Segundo relatos, ela também enfrenta sequelas que afetaram sua visão.
Depoimentos e motivação
Em entrevista ao programa Patrulha da Cidade, a mulher revelou que já sofria violência psicológica e que o ataque foi motivado por uma crise de ciúmes. “Eu senti que ele ia me bater, por isso não saí do elevador, porque no corredor não tem câmera. Só pensei em sair dali viva”, disse, emocionada.
Canais de denúncia
Casos como este reforçam a importância de denunciar e buscar apoio. Veja como:
| Serviço | Telefone | Finalidade |
|---|---|---|
| Polícia Militar | 190 | Emergências imediatas |
| Polícia Civil | 181 | Denúncias anônimas |
| Central de Atendimento à Mulher | 180 | Orientação, encaminhamento e acompanhamento de casos de violência |
Um apelo por justiça
A vítima fez um apelo emocionado: “Que a justiça seja feita e que nenhuma mulher passe pelo que eu passei. Eu tinha tudo pra ter morrido naquele momento, eu não morri porque Deus não quis”.
Esse caso reacende o alerta sobre a gravidade da violência doméstica e a necessidade urgente de mecanismos eficazes de proteção às mulheres. A coragem da vítima em compartilhar sua história é um grito por justiça — e por mudança.
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