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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

Mundo

Se a China e Estados Unidos entrarem em guerra, como isso impactaria o Brasil?

Os dois países são os maiores parceiros econômicos do Brasil.

Camila Sanches Silva
Por Camila Sanches Silva
Se a China e Estados Unidos entrarem em guerra, como isso impactaria o Brasil?
Reprodução/Internet
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No começo da semana, o mercado viu a tensão entre a China e os Estados Unidos crescer com a visita da presidente da Câmara americana Nancy Pelosi a Taiwan.

A China não reconhece a independência da ilha e também já está há alguns anos em guerra econômica velada com os Estados Unidos – que tenta diminuir a sua dependência fabril e tecnológica do país asiático.

É natural que o mercado tema um conflito entre as duas nações. Afinal, estamos falando dos dois maiores países do mundo, responsáveis por grande parte da cadeia de fornecimento global.

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Mas, por mais que uma guerra entre os dois países seja remota, uma pergunta fica no ar: e o Brasil com isso?

Vale lembrar que tanto a China quanto os EUA são os nossos maiores parceiros comerciais. Só no primeiro semestre, as exportações para a China, Hong Kong e Macau somaram US$ 55,81 bilhões. Para os Estados Unidos, foram US$ 20,93 bilhões em exportações.

“Por mais que o Brasil não se envolvesse diretamente, não há nenhuma dúvida de que isso reverberaria fortemente aqui. Não tanto pela guerra física, mas a guerra econômica de sanções que colocaria em cheque muitos aspectos da nossa economia”, afirma Fernando Bueno, Coordenador de Gestão Internacional da Blue3.

Existem dois grandes problemas, um mais logístico e outro diplomático. O primeiro é que, se a China se envolve em uma guerra, as demandas econômicas mudam, assim como portos e aeroportos tendem a ser fechados.

Nisso, grandes setores brasileiros ficam sem ter como atender o mercado chinês. “Entre os produtos que a gente mais exporta para lá estão minério de ferro, soja e petróleo. Toda a indústria que envolve esses produtos seria afetada e elas são muito relevantes para o Brasil”, aponta Fernando.

Ele ainda lembra que a China também é uma grande importadora de outros produtos brasileiros, como carne bovina, aves e celulose.

A segunda questão envolve parcerias políticas. Por mais que o Brasil procure adotar uma postura neutra, historicamente, o governo brasileiro tende a ficar do lado dos Estados Unidos. Nesse caso, seria difícil ignorar possíveis sanções econômicas sem gerar atrito com os americanos.

Por outro lado, vale destacar que o Brasil é uma potência energética e agrícola. As commodities são de extrema importância em um cenário de guerra, onde há escassez e quebra da cadeia de comércio mundial.

“O Brasil seria um país privilegiado do ponto de vista de ser um aliado de qualquer um dos países e até poderia se beneficiar com a situação para exportar alimentos e energia”, afirma Fernando.

FONTE/CRÉDITOS: Informações MoneyTimes
Camila Sanches Silva

Publicado por:

Camila Sanches Silva

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