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“Tchaca-tchaca na butchaca”? Ex-diretora e secretária desmentem denúncia do vereador de Maringá Lemuel do salvando vidas

E aí ela denunciou, ela denunciou, e aí o que aconteceu? Ela foi ameaçada de morte. E aí o que aconteceu? Ela, temendo o pior, pediu exoneração e voltou para sua cidade

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“Tchaca-tchaca na butchaca”? Ex-diretora e secretária desmentem denúncia do vereador de Maringá Lemuel do salvando vidas
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O vereador Lemuel Wilson Rodrigues (PDT), usou a tribuna da Câmara para fazer uma denúncia grave envolvendo a Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal.

Durante o pronunciamento, Lemuel afirmou que a então diretora Bianca pediu exoneração após presenciar uma situação dentro da secretaria. Segundo ele, servidores teriam mantido relações sexuais nas dependências do órgão. Lemuel também declarou que Bianca denunciou o caso e, por isso, recebeu ameaças de morte antes de deixar o cargo.

Veja a fala de Lemuel na íntegra:

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“Nessa tribuna para trazer uma vergonheira que está acontecendo, aliás, que aconteceu na secretaria, não é? Vou falar o português bem claro para não falar outra palavra. Mas, há dias atrás, a diretora Bianca pediu exoneração. Sabem o motivo? Não, não é? Mas ela flagrou pessoas que trabalham na secretaria fazendo tchaca-tchaca na butchaca. E aí ela denunciou, ela denunciou, e aí o que aconteceu? Ela foi ameaçada de morte. E aí o que aconteceu? Ela, temendo o pior, pediu exoneração e voltou para sua cidade.”

Se a denúncia fosse verdadeira, o caso poderia envolver uso indevido de patrimônio público, possível infração disciplinar e até ameaça contra uma servidora que ocupava cargo de direção.

Ex-diretora nega a versão

Entretanto, a versão apresentada na tribuna recebeu um desmentido direto.

Na tarde desta sexta-feira, 26 de junho, a ex-diretora Bianca informou à reportagem do O Diário de Maringá que as declarações feitas pelo vereador não correspondem à realidade.

Ela afirmou que nunca presenciou qualquer situação semelhante à relatada por Lemuel. Além disso, declarou que jamais recebeu ameaça de morte durante o período em que trabalhou na Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal.

Secretária também contesta a denúncia

A secretária Daniela Patrícia Tozetto também contestou a versão apresentada pelo vereador.

Em manifestação encaminhada à redação, ela afirmou que as declarações feitas por Lemuel “não correspondem aos fatos ocorridos no âmbito desta Secretaria”.

Assim, as duas pessoas diretamente citadas na denúncia negaram os fatos narrados por Lemuel.

Tribuna exige responsabilidade

Diante desse cenário, surge uma pergunta inevitável: Lemuel recebeu uma informação falsa ou levou à tribuna uma denúncia sem confirmar os fatos?

A tribuna da Câmara representa um dos principais instrumentos de fiscalização do Poder Legislativo. O espaço permite denúncias, cobranças e questionamentos de interesse público. No entanto, também exige responsabilidade de quem faz acusações.

Quando um vereador apresenta uma denúncia tão grave, suas palavras podem atingir servidores públicos, comprometer reputações e provocar consequências institucionais.

Por isso, a tribuna não pode se transformar em espaço para boatos, suposições ou informações sem comprovação.

A fala pode gerar discussão sobre decoro?

O episódio também abre espaço para outro debate: a conduta do vereador pode caracterizar quebra de decoro parlamentar?

Essa análise cabe à própria Câmara Municipal. Caso fique demonstrado que o parlamentar apresentou acusações graves sem qualquer base factual, o Legislativo poderá discutir se houve violação dos deveres inerentes ao mandato.

Agora cabe uma explicação

Diante dos desmentidos da ex-diretora e da secretária, Lemuel precisa esclarecer a origem das informações que apresentou na tribuna.

Se alguém repassou uma versão falsa, o vereador deve informar quem foi a fonte. Se possui provas que sustentem suas declarações, também precisa apresentá-las.

A população tem o direito de conhecer a verdade.

Ou ocorreu um fato grave dentro da Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal, que exige investigação rigorosa, ou a tribuna da Câmara foi utilizada para divulgar uma acusação sem sustentação, posteriormente desmentida pelas próprias pessoas citadas durante o pronunciamento.

FONTE/CRÉDITOS: O Diário de Maringá

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