WASHINGTON – Em uma escalada dramática da crise geopolítica na América do Sul, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um ultimato direto a Nicolás Maduro: deixar a Venezuela para um destino de sua livre escolha, acompanhado de seus familiares.
A informação, revelada pela agência Reuters, expõe os bastidores de uma negociação de alto nível que falhou, resultando no aumento imediato das tensões militares e diplomáticas na região.
O "Acordo" Recusado
A proposta foi apresentada diretamente por Trump durante uma conversa telefônica com o líder venezuelano. Segundo fontes ligadas às discussões em Washington, a oferta permitia uma saída "honrosa" para Maduro, evitando um confronto direto. No entanto, as condições impostas por Caracas travaram o acordo.
Durante a ligação, Maduro teria tentado negociar termos de segurança para seu entorno, solicitando:
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Anistia total para familiares e integrantes do alto escalão do regime.
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Retirada de acusações contra ele no Tribunal Penal Internacional.
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Remoção de sanções impostas a mais de 100 autoridades venezuelanas.
O presidente dos EUA recusou todas as contrapropostas, mantendo a oferta restrita à saída segura de Maduro e sua família imediata.
Consequências Imediatas: Fechamento do Espaço Aéreo
O descumprimento do prazo de sexta-feira desencadeou uma reação rápida da Casa Branca. Logo após o limite que expirou, Trump declarou em suas redes sociais que o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela deveria ser considerado "completamente fechado".
Esta medida surge em um contexto de movimentação militar atípica, com os Estados Unidos aumentando significativamente sua presença naval e aérea no Caribe, sinalizando que a via diplomática pode estar se esgotando.
Confirmações e Bastidores
Embora a Casa Branca mantenha discrição sobre os detalhes operacionais, a existência das negociações foi corroborada por diferentes frentes:
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Confirmação de Trump: A bordo do Air Force One, no domingo (30), o presidente confirmou aos jornalistas a realização da chamada telefônica, embora tenha se recusado a detalhar o conteúdo.
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Senado dos EUA: O senador republicano Markwayne Mullen reforçou a narrativa, afirmando que foi oferecida a Maduro a possibilidade de refúgio na Rússia ou em outro país de sua escolha.
"Ainda há divergências significativas e detalhes importantes não foram resolvidos, mas uma saída negociada não está totalmente descartada pelas discussões internas do governo." — Fonte em Washington ouvida pela Reuters.
A comunidade internacional aguarda os próximos passos, enquanto analistas avaliam se o fechamento do espaço aéreo é um prelúdio para uma intervenção mais direta ou uma tática de pressão máxima para forçar a capitulação do regime de Caracas.