O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Barcelona, Espanha, nesta quinta-feira (16), marcando o início de sua visita oficial a três nações europeias, que incluem também a Alemanha e Portugal.
Em uma publicação nas redes sociais, Lula reiterou que a finalidade da missão é solidificar alianças, captar recursos financeiros e abordar pautas mundiais prementes, como a salvaguarda da democracia, o fortalecimento do multilateralismo e a erradicação das disparidades sociais.
Outro ponto da agenda é a busca por maior respaldo à indicação de Michelle Bachelet para a posição de Secretária-Geral das Nações Unidas (ONU). A visita ganha ainda mais relevância considerando o cenário das relações com a União Europeia, especialmente com a iminente entrada em vigor provisória do acordo Mercosul-União Europeia, agendada para 1º de maio.
O cronograma de compromissos abrange desde reuniões políticas de alto escalão e participação em debates multilaterais até encontros com líderes do setor empresarial e a formalização de pactos estratégicos.
Nesta sexta-feira (17), o presidente brasileiro estará presente na 1ª Cúpula Brasil-Espanha, onde será recebido por seu homólogo espanhol, Pedro Sánchez. O governo do Brasil projeta que o evento sirva para aprofundar os pontos de convergência entre as duas nações em assuntos como o multilateralismo, o direito internacional e a resolução pacífica de disputas.
Adicionalmente, estão programadas as assinaturas de diversos instrumentos e convênios, abrangendo campos como a equidade de gênero, a economia social e solidária, saúde, cultura, fomento ao empreendedorismo, serviços de transporte aéreo, telecomunicações, além de ciência e tecnologia.
Para acompanhar as últimas notícias, siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp.
O sábado (18) será dedicado à quarta reunião de alto nível do Fórum de Defesa da Democracia, iniciativa lançada em 2024. O encontro se concentrará em temas como o multilateralismo, englobando a sucessão da Secretaria-Geral da ONU; as desigualdades, com o Brasil advogando pela inclusão de pontos sobre violência política e digital de gênero na declaração final; e o enfrentamento à desinformação.
Agenda na Alemanha
Após a etapa espanhola, no domingo (19), Lula seguirá para a Alemanha. Lá, ele participará da Hannover Messe, a renomada feira global de inovação e tecnologia industrial, que nesta edição especial prestará uma homenagem ao Brasil.
Em fevereiro, a Agência Brasil já havia visitado a Alemanha para um encontro com os organizadores da Hannover Messe. Na ocasião, além de explorar inovações como um robô culinário, foram discutidos aspectos da aproximação entre o Brasil e países europeus, visando o desenvolvimento da cadeia de exploração e produção de minerais críticos, essenciais para a transição energética global.
Também em território alemão, o presidente brasileiro terá um encontro com o chanceler Friedrich Merz. A diplomacia brasileira antecipa a assinatura de dez acordos bilaterais, abrangendo áreas como defesa, combate às mudanças climáticas, infraestrutura, inteligência artificial, avanços energéticos, bioeconomia, desenvolvimento sustentável, criação de aplicativos e estudos sobre ecossistemas oceânicos e o cerrado brasileiro.
No dia 20, a programação da comitiva incluirá a cerimônia de abertura do estande brasileiro na Hannover Messe e uma visita guiada pelos diversos pavilhões. Ademais, Lula participará de um fórum dedicado a empresários na Alemanha.
Parada final em Portugal
O roteiro diplomático será concluído em 21 de maio, com uma breve visita de Estado a Portugal. Em Lisboa, Lula terá reuniões com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro. Os diálogos focarão em pautas bilaterais, como cooperação aeronáutica, ciência, tecnologia e inovação, além de questões pertinentes à imigração e ao combate à xenofobia, pautas da comunidade brasileira residente em Portugal, e temas de paz e segurança internacional.
A delegação presidencial será composta por 15 ministros, acompanhados de presidentes de importantes instituições, como o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Comentários