Quatro Barras (PR) — O silêncio que paira sobre os escombros da fábrica destruída pela explosão nesta terça-feira contrasta com o estrondo que abalou toda a região. A tragédia, que chocou moradores e autoridades, deixou um rastro de dor e perplexidade: os corpos das vítimas ficaram tão fragmentados que só poderão ser identificados por exames de DNA.
Uma tragédia chocou a cidade de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, após uma explosão em uma fábrica de produtos explosivos na manhã desta terça-feira (12). O acidente resultou na morte de nove funcionários, cujos corpos ainda não foram encontrados, porém, segundo informações dos agentes de segurança e Polícia Científica, os corpos deveido a grande cinemática da explosão ficaram em estado de fragmentação, tornando a identificação visual impossível.
Delegada Géssica Andrade - Foto: Reprodução Jornal Nacional
Segundo a delegada Géssica Andrade, responsável pelo caso, a Polícia Científica será a encarregada de realizar exames de DNA para o reconhecimento das vítimas. A perícia técnica, que está no local, já iniciou a coleta de materiais genéticos para o trabalho de identificação.
Oração pouco antes da explosão
As investigações do caso trouxeram à tona uma informação que adiciona mais um elemento de consternação à tragédia. De acordo com a delegada Géssica Andrade, as imagens das câmeras de segurança da fábrica mostram que os funcionários estavam reunidos para uma oração poucos minutos antes da explosão.
A delegada também afirmou que, ao contrário do que se poderia supor, as vítimas não estavam manipulando os explosivos no momento do acidente. "As imagens mostram que, pouco antes da explosão, eles estavam reunidos para orar. Eles não estavam manuseando explosivos. Isso é um fato", disse Géssica.
Causas da explosão
As causas da explosão ainda estão sendo investigadas. A delegada informou que a empresa possuía todas as licenças e autorizações necessárias para o seu funcionamento, e que a fabricação de explosivos era um dos seus negócios. "A empresa trabalhava com a produção de insumos para explosivos, com todas as licenças e autorizações", afirmou.
A perícia no local será fundamental para determinar o que causou o acidente. O laudo técnico da Polícia Científica deve indicar se houve alguma falha no processo de produção, no maquinário ou se o acidente foi resultado de uma explosão espontânea.
A tragédia mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil. A fábrica, que ficou completamente destruída, foi isolada para que a perícia técnica possa trabalhar com segurança.
A Polícia Civil segue investigando o caso, buscando entender as causas e as circunstâncias do acidente. A conclusão da investigação dependerá do resultado do laudo da perícia e da identificação das vítimas.
A comunidade de Quatro Barras está de luto, e a tragédia serve como um lembrete dos riscos inerentes a certas atividades industriais, além de ressaltar a importância da segurança no trabalho. A história das vítimas, que estavam em um momento de fé e união pouco antes do fatídico acidente, adiciona um aspecto ainda mais comovente a esta tragédia.
A empresa Enaex Brasil divulgou a identidade das vítimas que morreram por meio de uma nota. Elas são:

- Camila de Almeida Pinheiro;
- Cleberson Arruda Correa;
- Eduardo Silveira de Paula;
- Francieli Goncalves de Oliveira;
- Jessica Aparecida Alves Pires;
- Marcio Nascimento de Andrade;
- Pablo Correa dos Santos;
- Roberto dos Santos Kuhnen
- e Simeão Pires Machado.
"Expressamos nossas mais sinceras condolências às suas famílias, amigos e colegas de trabalho. Outras 7 pessoas tiveram ferimentos leves, foram atendidas imediatamente e já estão com seus familiares em suas residências. As investigações das causas do acidente estão em curso. A Enaex Brasil permanece à disposição das autoridades a fim de contribuir para o esclarecimento do ocorrido. Novos comunicados serão publicados de forma ativa e transparente, conforme confirmações oficiais", disse a empresa.
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