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Quinta, 29 de julho de 2021
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Saúde

39 cidades do Paraná estão sendo investigadas por fraudar a vacinação contra a Covid-19

Comissão apura fraudes em que foram usados dados de pessoas mortas.

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A Comissão Especial de Investigação (CEI) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que apura o andamento da vacinação contra a Covid-19, no estado, identificou 39 municípios que registraram suspeita de vacinação de pessoas mortas.

Segundo a comissão, um relatório aponta um suposto esquema de usos de dados de pessoas que já morreram, como o CPF, para fraudar a fila de vacinação. Inicialmente, eram 99 casos suspeitos. Nove foram descartados e 90 estão sob investigação.

O relatório foi feito pela Controladoria-Geral da União (CGU) com base no cruzamento de diferentes bancos de dados. A comissão informou que pediu esclarecimentos às prefeituras e que apura se houve facilitação por parte de agentes públicos.

 

Confira a seguir a lista de casos suspeitos por cidade:

 

  • Arapongas: 8 casos;
  • Paranaguá: 6 casos;
  • Cambé e Cambará: 3 casos cada;
  • Marechal Cândido Rondon, Santa Izabel do Oeste, Umuarama, Realeza, Foz do Iguaçu, Tamarana, Jandaia do Sul, Ibiporã e Maringá: 2 casos cada;
  • Jardim Olinda, Itapejara D'Oeste, União da Vitória, Piraí do Sul, Kaloré, Cruz Machado, São Pedro do Ivaí, São Jorge do Ivaí, Guarapuava, Santa Tereza do Oeste, Moreira Sales, Tomazina, Loanda, Ipiranga, Entre Rios, Campina Grande do Sul, Ubiratã, Toledo, Francisco Beltrão, Teixeira Soares, Araucária, Rosário do Ivaí, Bandeirantes, Quatro Barras, Lapa, Palmas: 1 caso cada.

 

Em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a CEI apura um caso suspeito onde o imunizado recebeu as duas doses da vacina. A prefeitura disse que não foi notificada da denúncia e que está à disposição para colaborar com a investigação.

Em Paranaguá, no litoral, a prefeitura justificou que os seis casos suspeitos são erros de digitação.

No caso de Arapongas, que aparece com mais registros, a prefeitura criticou a lista e disse que há uma investigação interna aberta.

O município afirmou que o erro aconteceu por causa de um servidor que cadastrou a lista de todos os que teriam direito à vacina no sistema, e não apenas os que receberam o imunizante de fato.

A prefeitura disse ainda que descarta a hipótese de fraude e que nenhum dos pacientes listados na suposta irregularidade recebeu a segunda dose.

 

Investigação

Os deputados também apuram outras mil denúncias de fura-fila em quase todas as cidades paranaenses.

O presidente da comissão, deputado estadual Delegado Francischini (PSL), afirmou que o número deve crescer com a vacinação do público com comorbidades.

"Existem muitas denúncias de pessoas que usaram um atestado médico falso, com um conteúdo falso, ou seja, a pessoa não ter a comorbidade", afirmou.

 

 

Próximos passos

As denúncias de irregularidades investigadas pela comissão são encaminhadas para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), que pode dar sequência à apuração e levar o caso à Justiça.

Além disso, a CEI informou que irá apurar 30 denúncias envolvendo políticos. Para isso, a comissão aguarda um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).

No fim de abril, o TCE-PR informou que iria instaurar processos para apurar a vacinação de um prefeito, três ex-prefeitos e 26 vereadores de cidades do interior do estado.

Nas próximas semanas, os parlamentares também devem investigar a destinação de recursos federais aos municípios para o combate à pandemia. O objetivo é entender como o dinheiro foi usado.

 

Como denunciar

Denúncias de fura-fila da vacinação podem ser feitas por meio de canais criados pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-PR). Confira a seguir as opções:

 

  • Telefone: 0800 041 1113
  • WhatsApp: (41) 3883-4014
  • E-mail: ouvidoria@cge.pr.gov.br
  • Site da CGE-PR

 

 

Fonte/Créditos: G1 PR

Créditos (Imagem de capa): Jonathan Campos/AEN

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