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Domingo, 01 de Novembro 2026
Utilidade Pública

Jovem cego defende mais acessibilidade e sonha em ser presidente após encontrar Lula

Aos 13 anos, Daniel Vidal abraçou o presidente em Brasília e sugeriu a criação de um ministério voltado às pessoas com deficiência.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Jovem cego defende mais acessibilidade e sonha em ser presidente após encontrar Lula
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O estudante Daniel Vidal, de 13 anos, encontrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada, em Brasília, durante a comemoração do aniversário do mandatário no dia 27 de outubro, para defender o fortalecimento de políticas públicas e cobrar maior acessibilidade no país. Diagnosticado com deficiência visual profunda, o jovem brasiliense expressou a vontade de seguir carreira política e presidir o Brasil no futuro.

Propostas para o desenvolvimento social

Durante o breve encontro com o presidente, o garoto pretendia sugerir um incentivo maior para que os adolescentes se engajem em pautas sociais. Além disso, Daniel defende a criação de um ministério exclusivo voltado para os direitos das pessoas com deficiência.

Atualmente, a pauta é gerida por uma Secretaria Nacional vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Para Daniel, a infraestrutura das cidades brasileiras ainda necessita de avanços urgentes em calçadas, transportes e prédios públicos.

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Superação e incentivo familiar

Com menos de 5% da visão devido à Amaurose Congênita de Leber, o estudante utiliza teclado eletrônico em braille acoplado ao computador para acompanhar as aulas. Seus pais, Raquel Vidal e Fernando Moura, contam que sempre o incentivaram a estudar história, geopolítica e economia.

O apoio familiar ajudou a moldar a consciência social de Daniel. Ele acompanha indicadores econômicos e celebra avanços recentes do país, como a saída do Mapa da Fome e a redução no índice de desemprego.

Combate ao preconceito e engajamento jovem

Outro tema frequente no cotidiano do estudante é o combate ao capacitismo, ao racismo e a outras formas de discriminação. Com o apoio do pai, que é negro, o jovem discute questões históricas sobre a escravidão e reflete sobre a igualdade de direitos com os colegas da escola.

Mesmo antes de atingir a idade mínima para votar, Daniel reforça que a participação ativa da juventude é fundamental para a transformação social. Ele defende que a cobrança por melhorias e a conscientização política são essenciais para levar o Brasil ao patamar de país desenvolvido.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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