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Sexta-feira, 21 de Agosto 2026
Justiça

Lula chamou e perguntou: escolhe onde quer ficar-Revista Veja revela mensagens de Roberta Luchsinger

Mensagens obtidas pela Polícia Federal e reveladas pela revista Veja ampliam as dúvidas sobre a atuação de Roberta Luchsinger, sua relação com Fábio Luís Lula da Silva

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Por Portal Paraná Urgente
Lula chamou e perguntou: escolhe onde quer ficar-Revista Veja revela mensagens de Roberta Luchsinger
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Mensagens obtidas pela Polícia Federal e reveladas pela revista Veja ampliam as dúvidas sobre a atuação de Roberta Luchsinger, sua relação com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e contatos com integrantes do governo federal. Os diálogos mencionam suposto acesso ao presidente Lula, negócios envolvendo o Ministério da Saúde, projeções milionárias e pagamentos a um ex-assessor do Palácio do Planalto.

Novas informações divulgadas nesta quinta-feira (20) colocaram novamente o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no centro das investigações relacionadas às suspeitas de tráfico de influência e às apurações que também alcançam pessoas ligadas ao chamado esquema de fraudes no INSS.

O material foi revelado pela revista Veja a partir de mensagens obtidas pela Polícia Federal e posteriormente confirmado pela CNN Brasil. Entre os principais elementos está uma conversa na qual a lobista Roberta Luchsinger afirma ter sido chamada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e diz que ele teria perguntado onde ela gostaria de trabalhar. (CNN Brasil)

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A declaração, atribuída a Roberta em janeiro de 2024, ganhou repercussão porque ocorre no contexto de uma investigação que procura esclarecer justamente como interesses privados teriam se relacionado com agentes públicos e integrantes da estrutura federal.

É importante destacar que as mensagens e suspeitas fazem parte de investigações em andamento. A existência de diálogos ou de uma relação profissional não significa, por si só, comprovação de crime ou responsabilidade penal, cabendo às autoridades verificar autenticidade, contexto, fluxos financeiros e eventual prática ilícita.

“Lula chamou e perguntou: escolhe onde quer ficar”, diz Roberta

Um dos trechos mais comentados das mensagens atribuídas a Roberta Luchsinger mostra a empresária relatando ao empresário Gustavo Gaspar que teria recebido de Lula a possibilidade de escolher uma posição dentro do governo.

Segundo a reportagem reproduzida pela CNN, Roberta teria afirmado:

“Fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: escolhe onde vc quer ficar.”

Na sequência, ela teria dito que não aceitou ocupar um cargo público e preferiu permanecer em sua sociedade empresarial com Fábio Luís Lula da Silva e Fernando Bittar. (CNN Brasil)

A declaração ganhou peso dentro da investigação porque, de acordo com o material policial citado pelas reportagens, Roberta e Lulinha mantinham uma relação empresarial e discutiam projetos que envolviam órgãos da administração pública.

O ponto central agora é determinar qual era exatamente a natureza dessas relações, quais negócios foram efetivamente tratados e se houve qualquer interferência indevida sobre decisões administrativas.

Quem é Roberta Luchsinger e qual é sua relação com Lulinha

Roberta Luchsinger aparece nas investigações como uma personagem com trânsito entre empresários, integrantes do governo e pessoas próximas ao núcleo familiar do presidente.

De acordo com as mensagens reveladas, ela mantinha uma sociedade com Fábio Luís Lula da Silva e Fernando Bittar. Os três também participavam de um grupo de WhatsApp chamado “Musaranhos”, no qual eram discutidos projetos relacionados ao governo federal. (CNN Brasil)

Em uma das conversas, Roberta teria descrito sua relação com Lulinha como uma parceria extremamente próxima.

Ela também afirmou que Fábio Luís teria uma postura mais discreta e entraria diretamente nas negociações apenas quando fosse necessário.

Para a Polícia Federal, entretanto, a menor exposição pública não necessariamente significaria ausência de participação nas decisões.

PF aponta Lulinha como referência decisória em projetos

Um dos elementos mais relevantes do relatório policial citado pela revista Veja é a avaliação sobre o papel de Fábio Luís Lula da Silva.

Segundo o material divulgado, a Polícia Federal identificou Lulinha como uma “referência decisória” nos projetos discutidos pelo grupo.

A investigação descreve o filho do presidente como alguém que apareceria reiteradamente nas comunicações, apesar de adotar uma postura de menor exposição nas tratativas. (CNN Brasil)

Essa distinção é importante porque a investigação não se limita a verificar quem aparecia formalmente como responsável por determinada negociação. Os investigadores também procuram identificar quem participava das decisões, quem dava orientações e quem possuía influência sobre os contatos realizados com integrantes da administração pública.

Investigação envolve negócios no Ministério da Saúde

As mensagens analisadas pela Polícia Federal fazem parte de uma investigação que apura suspeitas relacionadas a negócios envolvendo a empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Segundo a reportagem da CNN, a investigação busca esclarecer se o grupo teria favorecido interesses empresariais relacionados a produtos medicinais à base de cannabis junto ao Ministério da Saúde. (CNN Brasil)

A apuração envolve, portanto, uma possível conexão entre empresários, lobistas, pessoas próximas ao núcleo familiar do presidente e integrantes da administração federal.

Ainda não há, contudo, conclusão judicial definitiva que estabeleça responsabilidade criminal de todos os envolvidos.

Plano de R$ 100 milhões chama atenção dos investigadores

Outro trecho das mensagens que chamou atenção foi a referência feita por Roberta Luchsinger a possíveis ganhos milionários.

Segundo a CNN, a empresária teria afirmado que projetava “fazer 100 milhões” somente em 2024.

A informação ganha relevância porque aparece em conversas relacionadas aos negócios discutidos pelo grupo e ocorre paralelamente às tratativas envolvendo órgãos públicos. (CNN Brasil)

Para os investigadores, informações desse tipo podem ajudar a compreender a dimensão econômica das operações, embora a simples projeção de ganhos não demonstre que o valor tenha sido efetivamente recebido ou que tenha origem ilícita.

A investigação precisa estabelecer, por meio de documentos financeiros, contratos, transferências e outros elementos de prova, se houve efetivamente movimentação compatível com aquilo que aparece nas mensagens.

Mensagens mencionam malas com dinheiro vivo

Outro ponto de forte impacto no material revelado envolve referências a entregas de dinheiro em espécie.

Segundo a reportagem, Roberta aparece orientando seu motorista sobre entregas de malas com dinheiro vivo destinadas a diferentes pessoas, entre elas Fernando Bittar. (CNN Brasil)

A existência dessas mensagens, entretanto, precisa ser confrontada com outros elementos da investigação.

Em apurações criminais envolvendo movimentações financeiras, mensagens isoladas podem representar apenas uma parte do contexto. Para comprovar eventual irregularidade, investigadores normalmente precisam estabelecer origem, destino, valores, finalidade e efetiva realização das operações financeiras.

É justamente esse cruzamento que pode determinar o peso probatório das conversas.

“Você que cuida das minhas finanças”, teria dito Lulinha

As mensagens também mencionam questões financeiras envolvendo Fábio Luís Lula da Silva.

De acordo com a reportagem, em uma conversa sobre uma viagem ao continente africano, Lulinha teria afirmado que Roberta era responsável pela administração de suas finanças.

A frase atribuída a ele — “Você que cuida das minhas finanças” — é apresentada no contexto da relação pessoal e empresarial entre os dois. (CNN Brasil)

Caso confirmada e analisada em conjunto com documentos financeiros, a informação pode ajudar os investigadores a compreender o nível de proximidade existente entre os envolvidos.

O papel de Marcola nas negociações

Outro nome que aparece nas investigações é o de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupou o cargo de chefe de gabinete pessoal do presidente Lula.

Segundo o material divulgado, Roberta teria recorrido a Marcola para conseguir uma reunião com Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde. (CNN Brasil)

Em uma conversa de março de 2024, Roberta teria comunicado a Lulinha que havia chegado a Brasília e que iria se encontrar com “Berge”.

A resposta atribuída a Lulinha teria sido de aprovação da reunião.

O episódio passou a ser analisado pela Polícia Federal porque envolve uma sequência que, em tese, conecta interesses empresariais privados, interlocutores próximos ao governo e integrantes da estrutura do Ministério da Saúde.

Minuta de contrato para cannabis medicinal

Depois do encontro, segundo as informações divulgadas, Marcola teria recebido uma minuta de contrato relacionada à venda de produtos de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde.

A CNN informou que a minuta não envolvia, segundo a reportagem, uma licitação. (CNN Brasil)

A investigação procura determinar como a proposta chegou à estrutura do governo, quem participou das tratativas e se houve algum tipo de favorecimento indevido.

Esse aspecto é especialmente relevante porque o objetivo de uma investigação dessa natureza é diferenciar uma atividade legítima de representação empresarial de uma eventual utilização indevida de relações pessoais para influenciar decisões administrativas.

Pagamentos de R$ 217 mil a Marcola

Os investigadores também encontraram pagamentos feitos por Roberta Luchsinger relacionados a contas e boletos de Marcola.

Segundo a CNN, os valores somados entre fevereiro e novembro de 2024 chegaram a R$ 217.098. A empresária também teria comprado joias avaliadas em aproximadamente R$ 9,2 mil para o ex-assessor. (CNN Brasil)

A existência desses pagamentos é um dos elementos que pode aumentar a pressão sobre a investigação.

Isso porque, além das mensagens sobre contatos com integrantes do governo, existem registros financeiros que precisam ser explicados.

Até o momento, segundo a reportagem citada, Marcola não é investigado no inquérito.

Lulinha deixou o Brasil e passou a morar em Madri

As investigações também passaram a acompanhar a situação de Fábio Luís Lula da Silva fora do Brasil.

Segundo informações divulgadas anteriormente pela CNN, Lulinha transferiu sua empresa para Madri, na Espanha, e passou a morar no país com a família. (CNN Brasil)

Em uma mensagem atribuída a Roberta, de janeiro de 2025, aparece a afirmação de que seria necessário “tirar o Fábio e família do país até junho”.

A própria investigação, entretanto, considera que a mudança já estaria prevista, segundo informações divulgadas pela imprensa.

Portanto, a mensagem, isoladamente, não permite concluir que tenha existido intenção de fuga. Essa é uma questão que depende da análise do conjunto probatório.

Lulinha é alvo de três inquéritos

O caso ganhou dimensão ainda maior porque Fábio Luís Lula da Silva é atualmente alvo de três inquéritos da Polícia Federal, segundo informações divulgadas pela CNN.

As investigações tratam de suspeitas de tráfico de influência e de possíveis favorecimentos envolvendo empresas e órgãos federais. (CNN Brasil)

O avanço das apurações fez com que o caso chegasse ao Supremo Tribunal Federal, onde diferentes procedimentos passaram a ser analisados.

Um dos pontos discutidos atualmente é justamente a competência para conduzir os processos e a eventual existência de autoridades com prerrogativa de foro entre os investigados.

Advogado de Lulinha nega irregularidades

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva contesta as acusações.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que Lulinha não possui relação com negócios envolvendo a administração pública brasileira e argumentou que o cliente sofre o peso de ser filho do presidente da República. (CNN Brasil)

Em outra manifestação recente, Carvalho afirmou que Lulinha deve prestar esclarecimentos e criticou o que classificou como “vazamentos seletivos” de informações das investigações.

O advogado também disse que o presidente Lula teria reiterado que o filho deveria esclarecer as dúvidas existentes sobre sua atividade profissional. (CNN Brasil)

Investigação ainda precisa transformar mensagens em provas

O ponto central do caso é que mensagens, relações pessoais e movimentações financeiras precisam ser analisadas em conjunto.

Uma conversa pode indicar proximidade, intenção ou expectativa. Um pagamento pode demonstrar uma transferência financeira. Um contrato pode comprovar uma negociação.

Mas a eventual configuração de crime depende da conexão entre esses elementos e da demonstração dos requisitos legais correspondentes.

Por isso, a investigação da Polícia Federal busca reconstruir o caminho completo das operações, verificando quem negociou, quem decidiu, quem recebeu dinheiro, qual era a finalidade dos pagamentos e se houve contrapartida envolvendo órgãos públicos.

Caso Lulinha aumenta pressão sobre o governo Lula

O caso também possui forte repercussão política porque envolve diretamente o filho do presidente da República.

A investigação ocorre em um momento de elevada exposição pública do governo e em meio à corrida eleitoral de 2026. A própria CNN destacou que o chamado “fator Lulinha” passou a ser explorado politicamente por adversários de Lula. (CNN Brasil)

Ao mesmo tempo, o governo e a defesa de Lulinha sustentam que as acusações precisam ser comprovadas e que o filho do presidente não pode ser responsabilizado apenas por suas relações familiares.

O desdobramento das investigações deverá depender, portanto, de novos depoimentos, documentos, análises financeiras e decisões judiciais.

O que as novas mensagens revelam até agora

As mensagens divulgadas pela revista Veja e repercutidas pela CNN acrescentam novos elementos à investigação:

  • Roberta Luchsinger afirmou ter recebido de Lula a possibilidade de escolher um cargo no governo;

  • Roberta mantinha sociedade empresarial com Lulinha e Fernando Bittar;

  • Conversas do grupo tratavam de projetos relacionados ao governo federal;

  • A Polícia Federal apontou Lulinha como referência decisória em projetos discutidos;

  • Roberta teria projetado ganhos de R$ 100 milhões em 2024;

  • As mensagens mencionam entregas de dinheiro em espécie;

  • Roberta teria administrado questões financeiras de Lulinha;

  • O grupo buscou acesso a integrantes do Ministério da Saúde;

  • Marcola recebeu pagamentos e outros benefícios de Roberta, segundo a investigação;

  • Lulinha passou a morar em Madri, na Espanha;

  • O filho de Lula é alvo de três inquéritos da Polícia Federal. (CNN Brasil)

O que ainda precisa ser esclarecido pela investigação

Apesar da repercussão das mensagens, diversas perguntas permanecem sem resposta definitiva.

Entre elas estão a confirmação integral da autenticidade e do contexto de todas as conversas, a efetiva execução dos negócios mencionados, a origem e o destino dos recursos financeiros, eventual contrapartida por pagamentos e a existência ou não de interferência indevida em decisões administrativas.

Também será necessário esclarecer qual foi efetivamente o papel de cada pessoa envolvida, evitando que relações pessoais, profissionais ou familiares sejam confundidas automaticamente com participação criminosa.

Caso segue sob investigação

As revelações envolvendo Roberta Luchsinger, Lulinha, Marcola e outros personagens ampliam a dimensão das investigações que começaram a partir das suspeitas relacionadas às fraudes no INSS e passaram a alcançar possíveis relações entre empresários e integrantes da administração pública.

O caso ainda está em fase de apuração, e não existe condenação definitiva de Lulinha ou de Roberta Luchsinger pelos fatos mencionados nas mensagens.

A tendência é que novas informações surjam à medida que a Polícia Federal, o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal avancem na análise dos elementos reunidos.

O que já está claro é que as mensagens reveladas colocaram novamente no centro do debate nacional a relação entre Lulinha, Roberta Luchsinger, empresários e integrantes do governo federal, transformando o conteúdo das conversas em uma das principais peças do atual capítulo das investigações sobre possíveis esquemas de influência e negócios envolvendo a administração pública. (CNN Brasil)

FONTE/CRÉDITOS: Redação - Informações da CNN Brasil

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