Logo após a publicação da Medida Provisória do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que proibiu as apostas esportivas e os jogos online no país, o Brasil registrou a criação de 543 novas plataformas ilegais entre as 18h de sexta-feira (25) e a tarde de segunda-feira (28) de setembro de 2026. A escalada rápida evidencia o desafio regulatório enfrentado pelas autoridades federais diante do ímpeto de operadores clandestinos no mercado digital.
Pico de registros e a reação imediata do governo
O maior volume de abertura dessas páginas ocorreu no sábado (26), contabilizando 292 novas aberturas em um único dia. Analistas do setor apontam que, logo após o anúncio da MP, 41 sites foram registrados em apenas uma hora, demonstrando uma reação coordenada de redes de apostas para burlar as novas diretrizes legais recém-estabelecidas.
Em resposta à ofensiva digital, uma força-tarefa conjunta entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Fazenda conseguiu tirar do ar 506 sites que apresentavam indícios claros de oferta irregular de apostas. A operação utilizou ferramentas avançadas de monitoramento para conter a proliferação rápida desses domínios no ambiente virtual.
Ações em redes sociais e prazo para apostadores
Durante as investigações, o Ciberlab identificou milhares de anúncios ativos — com forte concentração em plataformas como Google e Meta —, além de 43 canais e grupos no Telegram. Tais espaços virtuais promoviam ativamente serviços de apostas para aproximadamente 212 mil participantes, levantando alertas sobre a facilidade de alcance desses esquemas junto ao público geral.
Para organizar o setor e proteger os consumidores, o cronograma oficial estabeleceu regras estritas para a transição:
- As antigas plataformas legalizadas têm até o dia 5 de outubro de 2026 para permitir que os apostadores resgatem seus saldos pendentes.
- O encerramento total das atividades e a retirada definitiva dos sites antigos do ar estão previstos para o dia 6 de outubro de 2026.
Especialistas reforçam que os cidadãos devem redobrar a atenção para evitar golpes financeiros e o uso de plataformas que operam à margem da lei, visto que a fiscalização continuará rigorosa nas próximas semanas para coibir novas tentativas de burlar a legislação vigente.
A Resposta do Governo:
Sites derrubados: Uma força-tarefa entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Fazenda tirou do ar 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas.
Redes sociais e mensageiros: O Ciberlab identificou milhares de anúncios ativos (principalmente no Google e na Meta) e 43 canais e grupos no Telegram que promoviam apostas para cerca de 212 mil participantes.
Cronograma: As antigas plataformas legalizadas têm até o dia 5 de outubro de 2026 para os apostadores resgatarem seus saldos, com encerramento total das atividades e retirada dos sites do ar previsto para 6 de outubro de 2026.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se