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Dez comunidades quilombolas espalhadas por oito estados brasileiros vão receber títulos de regularização fundiária. A entrega ocorrerá no próximo dia 26, em Brasília, integrando as atividades do Novembro Negro.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) pela ministra interina e equipe do governo durante coletiva de imprensa. O pacote de ações busca combater desigualdades e promover a igualdade racial no país.
Cerca de 1.120 famílias serão beneficiadas nos seguintes territórios:
- Nova Batalhinha, em Bom Jesus da Lapa (BA)
- Boa Vista dos Negros, em Parelhas (RN)
- Lagoa dos Campinhos, em Amparo do São Francisco (SE)
- Serra da Guia, em Poço Redondo (SE)
- Caraíbas (SE), abrangendo cinco cidades sergipanas
- Vaca Morta, em Diamante (PB)
- Invernada dos Negros, em Campos Novos e Abdon Batista (SC)
- Casca, em Mostardas (RS)
- São Tomé do Aporema, em Tartarugalzinho (AP)
- Alto Trombetas 2, em Oriximiná (PA)
Ainda neste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviará ao Congresso Nacional um decreto para simplificar a regulação fundiária em áreas públicas da União.
A medida garantirá títulos coletivos para quilombolas. Outros grupos tradicionais, como ciganos e povos de terreiro, também serão contemplados pela iniciativa.
Programação especial
A agenda do Novembro Negro inclui debates, encontros e articulações entre órgãos públicos e a sociedade civil. O Ministério da Igualdade Racial lançará a quarta edição do Mapa do Brasil pela Igualdade Racial.
Outros destaques incluem a audiência pública para o 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) e o lançamento oficial do Pacote Quilombola.
Durante o evento de abertura, ministros de Estado ressaltaram que a luta contra o racismo é essencial para consolidar a democracia e garantir direitos à maioria da população brasileira.
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