A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (4) uma operação que tem como alvo o senador Marcos do Val (Podemos-ES). A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Vitória, no Espírito Santo, e em Brasília. A Justiça também determinou o uso de uma tornozeleira eletrônica pelo senador.
Do Val foi alvo da ação policial no Aeroporto Internacional de Brasília, no momento em que desembarcou de voo dos Estados Unidos. Ele viajou para fora do Brasil e ficou dez dias em solo norte-americano, mesmo com ordem do STF de entrega do passaporte.
A operação faz parte do inquérito que apura a suposta participação de Do Val no suposto plano para anular o resultado das eleições de 2022. O senador é investigado por suspeita de tentar coagir o ex-deputado Daniel Silveira para que ele se associasse a uma trama que envolveria o ex-presidente Jair Bolsonaro. O objetivo seria fabricar provas falsas contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes, para que ele fosse preso.
De acordo com fontes da PF, as buscas foram realizadas para coletar evidências que possam corroborar as investigações. O material apreendido inclui documentos, computadores e outros dispositivos eletrônicos. A determinação do uso da tornozeleira eletrônica é uma medida cautelar que restringe a circulação do senador e visa garantir que ele não interfira nas investigações.
Relembre o caso
A polêmica envolvendo Marcos do Val começou em fevereiro deste ano, quando ele afirmou ter participado de uma reunião com Bolsonaro e Daniel Silveira. O senador deu diferentes versões sobre o encontro, chegando a acusar o ex-presidente de tentar coagi-lo a participar de um plano golpista.
Dias depois, ele voltou atrás em suas declarações e disse que o plano teria partido de Daniel Silveira, e que Bolsonaro apenas ouviu a proposta. As declarações contraditórias levaram a uma série de questionamentos e ao aprofundamento das investigações por parte da PF, sob a supervisão do STF.
A decisão de hoje do ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso, de autorizar a busca e apreensão e o uso da tornozeleira, foi tomada com base em novos indícios e evidências que surgiram durante a apuração. A operação marca um novo capítulo nas investigações sobre os ataques antidemocráticos e os supostos planos golpistas após as eleições de 2022.
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