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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026

Ciência & Tecnologia

Relatório do GSI revela riscos críticos à infraestrutura de cabos submarinos e sugere medidas contra ataques físicos e sabotagens no Brasil

Cabo submarino brasileiro, infraestrutura crítica responsável por 97% do tráfego de dados

Clécio Silva
Por Clécio Silva
Relatório do GSI revela riscos críticos à infraestrutura de cabos submarinos e sugere medidas contra ataques físicos e sabotagens no Brasil
Divulgação/Anatel
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Um relatório recente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) entregue à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aponta riscos críticos à infraestrutura de cabos submarinos no Brasil, que são responsáveis por mais de 97% do tráfego de dados internacionais do país. O documento alerta para a vulnerabilidade desses cabos, especialmente nos pontos em que chegam em terra firme, e sugere medidas para mitigar ataques físicos e sabotagens.

Principais Riscos Identificados

O relatório do GSI e Anatel destaca que os principais riscos não estão nas profundezas do oceano, mas sim nas áreas costeiras e terrestres. Entre as ameaças, estão:

  • Vulnerabilidade em terra: Muitos componentes dos sistemas de cabos submarinos ficam em terra firme, em estruturas como os "beach manholes" (BMHs), que podem ser confundidos com bueiros comuns e são pouco protegidos.

    Leia Também:

  • Interferência de obras civis: A baixa conscientização sobre a existência dessas instalações críticas leva a rompimentos de fibra óptica durante escavações, pavimentações e dragagens.

  • Concentração de cabos: Cidades como Fortaleza (CE), Praia Grande (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA) são hubs importantes, concentrando grande parte dos pontos de aterragem. Essa concentração cria um ponto de falha significativo, tornando-as alvos potenciais para ataques coordenados.

  • Vandalismo e furtos: Instalações visíveis ou mal protegidas são suscetíveis a atos de vandalismo e furtos.

  • Atividades de pesca e ancoragem: A pesca de arrasto e a ancoragem de navios em águas rasas próximas à costa representam um risco de rompimento dos cabos.

  • Ausência de especialistas e atualização regulatória: O relatório também aponta a falta de profissionais especializados e a necessidade de atualizar as regulamentação para o setor.


 

Medidas Sugeridas para Proteção

 

Para garantir a segurança e a resiliência da infraestrutura de cabos submarinos, o relatório apresenta diversas recomendações, incluindo:

  • Proteção física: Implementação de sensores, cercas e câmeras em BMHs e estações de aterragem de cabos (CLS) para aumentar a segurança física.

  • Conscientização: Promover a conscientização de autoridades e da sociedade sobre a importância dos cabos submarinos e a necessidade de proteção.

  • Mapeamento e monitoramento: Melhorar o mapeamento e o monitoramento dos cabos, com sistemas de detecção e notificação de incidentes.

  • Diversificação de rotas: Incentivar a diversificação de rotas e tipos de cabos submarinos para aumentar a resiliência da rede.

  • Planos de contingência: Desenvolver e implementar planos de resposta a incidentes e recuperação em caso de falhas ou ataques.

  • Acordos internacionais e parcerias público-privadas: Estabelecer acordos internacionais para troca de informações e recursos, além de fomentar parcerias entre órgãos públicos e empresas privadas para monitoramento e proteção.

  • Formação de especialistas: Incentivar a formação de profissionais especializados em segurança de cabos submarinos.

  • Priorização de investimentos: Direcionar investimentos para tecnologias e práticas que aumentem a segurança e a capacidade de manutenção dos cabos.

Essas medidas são cruciais para a soberania digital e a estabilidade das comunicações no Brasil, garantindo a continuidade dos serviços essenciais que dependem da conectividade global.

FONTE/CRÉDITOS: Clécio Silva
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Clécio Silva

Publicado por:

Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

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