O secretário de Segurança Pública de Maringá, Luiz Alves, concedeu entrevista exclusiva na sede da Secretaria e da Guarda Municipal para esclarecer os desdobramentos do feminicídio registrado na madrugada de sexta para sábado no município. Segundo ele, todas as providências legais foram adotadas imediatamente após o crime, e as forças de segurança seguem mobilizadas para localizar e prender o suspeito, que é guarda municipal.
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De acordo com Luiz Alves, a Polícia Militar foi a primeira a chegar ao local, realizando o isolamento da área e acionando a perícia, a Polícia Civil e a equipe especializada em homicídios. A Guarda Municipal também atuou na ocorrência, e o próprio secretário acompanhou pessoalmente os primeiros levantamentos. As apurações iniciais indicam que o suspeito, com cerca de 15 anos de carreira na corporação, teria utilizado um veículo para arrombar o portão da residência e efetuado disparos de arma de fogo contra uma mulher com quem manteve relacionamento no passado, que não resistiu aos ferimentos.
O secretário foi enfático ao classificar a conduta como “covarde, bárbara e criminosa”, destacando que o autor está sendo procurado por todas as equipes disponíveis, incluindo Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Rodoviária. O nome do suspeito foi divulgado para acelerar sua captura, considerada prioridade máxima. “O que importa é prender o autor e levá-lo à Justiça, seja ele agente público ou não. Se for agente público, a consequência é ainda mais grave”, afirmou.
Questionado sobre o histórico funcional do suspeito, Luiz Alves informou que não havia registros anteriores de violência doméstica ou qualquer boletim de ocorrência contra ele. O agente estava com avaliações psicológicas em dia, havia sido aprovado nos cursos obrigatórios e encontrava-se apto para o exercício da função, inclusive cumprindo plantão recentemente. Para o secretário, isso reforça que se trata de um crime comum cometido por um indivíduo que se desviou gravemente de sua função pública.
A Corregedoria da Guarda Municipal já foi acionada e instaurará procedimento administrativo para apuração funcional, paralelamente às investigações criminais. Luiz Alves também fez questão de ressaltar que o episódio não pode, em hipótese alguma, manchar a imagem da instituição. Segundo ele, a Guarda Municipal de Maringá é composta majoritariamente por homens e mulheres honrados, que atuam diariamente na proteção da sociedade.
“O mau uso de um instrumento de trabalho é responsabilidade exclusiva de quem comete o crime. Não se pode generalizar ou responsabilizar toda uma corporação por uma conduta isolada e marginal”, reforçou o secretário. Ele concluiu garantindo que o autor será identificado, preso e responsabilizado com todo o rigor da lei, tanto na esfera criminal quanto administrativa.