Foco são as eleições de 2026, com 109 deputados e 15 senadores, partidos formam maior bancada da Câmara e ampliam força no Senado.
União Brasil e Progressistas oficializam “superfederação” em Brasília com foco nas eleições de 2026
Brasília — Em uma convenção conjunta histórica realizada nesta terça-feira (19), União Brasil e Progressistas oficializaram a criação da chamada Federação União Progressista (UPb), considerada a maior força política do Congresso Nacional. O novo bloco nasce com peso significativo: são 109 deputados federais e 15 senadores, formando a maior bancada da Câmara e ampliando a influência no Senado.
Além da presença no Legislativo federal, a federação também acumula 12.398 vereadores, 1.335 prefeitos, 186 deputados estaduais, quatro distritais, quatro vice-governadores, 1.183 vice-prefeitos e seis governadores. Entre eles, está o goiano Ronaldo Caiado (União Brasil), já colocado por aliados como um dos presidenciáveis para 2026.
Um evento com recado político
A convenção foi marcada como a primeira realizada conjuntamente pelas duas siglas, mas também chamou atenção por um detalhe curioso: o destaque não foi de um filiado da federação, e sim do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Mesmo não pertencendo a nenhuma das legendas da nova federação, Tarcísio discursou em tom de apoio e parabenizou a aliança. “A União Progressista nasce para enfrentar os grandes problemas do Brasil”, disse, em fala interpretada como um movimento estratégico para ampliar sua influência em Brasília e dialogar com partidos que devem ter papel central nas eleições presidenciais de 2026.
Projeção para 2026
Com números robustos e capilaridade nacional, a UPb surge como um dos principais polos de poder político no país. A expectativa é de que a federação seja determinante na disputa presidencial, na composição de alianças e na governabilidade do próximo ciclo político.
O nome de Caiado desponta como favorito dentro da federação, mas a presença de Tarcísio no evento reforça as articulações em torno de um possível cenário de maior união da direita e centro-direita em torno de um candidato competitivo contra o governo federal em 2026.
Repercussão em Brasília
Analistas avaliam que a criação da federação consolida um bloco de peso inédito desde a redemocratização, com capacidade de pautar votações importantes no Congresso e negociar de forma mais dura com o Executivo.
A oficialização da UPb, portanto, não apenas redefine o mapa político no Parlamento, mas também dá início a uma corrida de bastidores em torno da sucessão presidencial, antecipando o tom do embate que se avizinha em 2026.
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