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Quarta-feira, 09 de Setembro 2026
Utilidade Pública

Unicef aponta que 15 milhões de crianças sofreram abuso infantil online

Relatório revela que cerca de 20 milhões de jovens em 21 países enfrentaram exploração sexual facilitada por plataformas digitais

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Unicef aponta que 15 milhões de crianças sofreram abuso infantil online
© Bruno Peres/Agência Brasil
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Um levantamento divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância revela que 15 milhões de crianças foram expostas a conteúdo sexual indesejado recentemente. O estudo aponta que o abuso infantil online atinge milhões de jovens em diversos países.

A pesquisa intitulada Pelos Olhos das Crianças: Como as Tecnologias Digitais Facilitam o Abuso Sexual Infantil foi lançada nesta semana pelo Unicef.

Especialistas alertam que as estatísticas reais podem ser ainda mais alarmantes. Muitas vítimas acabam não relatando os episódios de violência a ninguém.

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Mais de 40% das ocorrências mapeadas não foram reveladas pelas próprias vítimas. A principal barreira para a denúncia é a falta de orientação sobre onde buscar ajuda.

Redes sociais e jogos

As plataformas digitais concentram cerca de 60% das violações registradas. O ambiente de jogos online também se mostrou propício para esse tipo de crime.

Mais da metade dos casos envolveu pessoas do convívio próximo das vítimas. Isso inclui familiares, amigos e conhecidos, desafiando a ideia de que o perigo vem apenas de estranhos.

Coerção e o cenário no Brasil

O relatório ouviu 21 mil adolescentes entre 12 e 17 anos em 21 países. Os dados mostram que agressores usam chantagem e coerção para obter imagens.

No Brasil, 19% dos entrevistados relataram algum tipo de violência digital. As redes sociais e aplicativos de mensagens foram apontados como os canais mais perigosos no país.

"Essas experiências causam profundo desgaste emocional e mental. Muitas crianças sofrem em silêncio, sem saber ao certo onde procurar ajuda. Nós não podemos ignorar isso", afirmou a diretora-executiva do Unicef Catherine Russell.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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