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Sábado, 11 de Julho 2026
Educação

Universidade de Brasília sediará o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores Negros

Evento reunirá milhares de intelectuais negros e contará com cursos, oficinas, debates e lançamento de livros.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Universidade de Brasília sediará o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores Negros
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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A Universidade de Brasília (UnB) será a sede do 14º Congresso Nacional de Pesquisadores(as) Negros(as), conhecido como Copene, entre os dias 28 e 31 de julho. O campus Darcy Ribeiro da instituição receberá o evento.

Milhares de participantes são esperados para este que é considerado o maior encontro de intelectuais, acadêmicos e estudiosos negros do Brasil, com a presença também de pesquisadores de outros países latino-americanos.

O Copene é um espaço estratégico para a divulgação científica, o fortalecimento de redes de pesquisa e a valorização dos saberes afrodiaspóricos. O objetivo é formular propostas para a promoção da equidade racial e da justiça social.

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A programação incluirá minicursos, oficinas, painéis e mesas redondas. Além disso, dezenas de livros serão lançados durante o congresso.

A organização do evento é uma colaboração entre o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB (NEAB/UnB), a Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (ABPN) e o Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (CONNEABS).

Acesso às universidades e à pesquisa

A UnB foi pioneira entre as instituições federais de ensino ao implementar um programa de acesso acadêmico por meio de cotas raciais em 2003. Atualmente, todas as 69 universidades federais do país adotam cotas raciais, em conformidade com a Lei de Cotas (Lei 12.711/2012).

As políticas de ação afirmativa contribuíram para o aumento do número de pessoas negras (pretas e pardas) com ensino superior no Brasil. Dados do Censo Populacional do IBGE indicam que a proporção de pardos com graduação saltou de 2,4% para 12,3%, e a de pretos, de 2,1% para 11,7% entre 2000 e 2022.

Apesar do avanço, essas proporções ainda são inferiores à de pessoas brancas com curso superior, que é de 25,3%.

No período analisado, o percentual de doutores negros liderando grupos certificados pelo CNPq aumentou de 8,1% para 22,6%. Considerando a população total, onde pretos e pardos somam 55,5%, o número de pesquisadores negros no país é de aproximadamente 15 mil.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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