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Terça-feira, 12 de Maio 2026
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Coluna do Júlio Castro

A Grande Confusão.

Júlio Castro
Por Júlio Castro
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O poeta Ronaldo Nazário cunhou uma das mais infelizes frases de sua vida ao afirmar: "Não se faz Copa do Mundo com hospital!"  Evidente que ele, como todos nós naquele momento, não imaginava que uma desgraça cairia sobre nossas cabeças, causando dor e aflição, matando pessoas no mundo inteiro e transformando nossas vidas sem pedir licença e ou dizer até quando vai durar o martírio. Este novo momento veio exigindo um esforço sobre humano dos profissionais de saúde e todos os espaços possíveis nos hospitais, além de equipamentos, medicamentos e uma rápida resposta da ciência no enfrentamento deste vírus.  Mesmo sendo impossível para um empresário do esporte, ex atleta profissional, pessoa com muita influência e trânsito nos órgãos que gerem o futebol no Brasil e no Mundo, prever uma pandemia, não sendo ele médico ou cientista. Saber que a Copa seria uma festa de arromba para seus organizadores, parceiros comerciais, patrocinadores e em especial, para a politicada brasileira, praticamente sem exceção, sem diferenciar origem, partido, religião ou segmento de atuação. Isso ele deveria saber, penso eu que sabia e até que achava normal. Ronaldo pensava nele e em seus negócios, jamais apresentou-se como um homem de espírito elevado, que lutaria pelo País e pelos brasileiros antes de qualquer outra coisa. Este mal ele não cometeu, não nos enganou. Quem também não nos enganou foram os órgãos de imprensa, que incansavelmente e desde o primeiro momento informaram a todos sobre a velocidade de lesma na subida, do andamento das obras da Copa. No mesmo tempo que informava sobre a super velocidade e facilidade na criação de diversos cargos, secretarias e comitês, pelas autoridades públicas em todo o País. Enfim, foi uma festa fora de campo. Dentro do campo o destino e os deuses do futebol deram o “gran finale” que o Brasil merecia, aquele baile do chope com direito a bandinha, chapéu de feltro, suspensório e sete cocos no lombo para ter um toque tropical na surra. As pessoas que foram pra rua e protestaram contra a realização da Copa do Mundo naquele momento e daquele jeito em nosso surrado e, até hoje, mal conduzido País, foram desconsideradas pela massa que queria apenas assistir um time medíocre, comandado por um pavão falador e chato, que aparentava estar enfastiado, como se saído de uma churrascaria de rodízio, vencer aquele torneio que a cada quatro anos perde mais o brilho e a graça. Queriam, os torcedores verde-amarelos, ver o menino Ney, driblar todos os adversários, meter uma bola no meio das canas dos Hermanos, girar, gingar e ainda dar três pulinhos antes de colocar a bola decisiva no fundo das redes. Ele não apenas venceria aquela Copa como "iria” calar a boca dos críticos, aquela gente chata que tem inveja e não larga do pé do garoto. Bom, sabemos todos o que aconteceu, o menino não vingou, o time não jogou e os chucrutes deram a volta olímpica depois da festa em Belô e de um jogo meia boca contra a Argentina. Do outro lado da zona a festa e os negócios alcançaram o êxito esperado, se não, superado. Todo este texto para lembrar que não adiantou nada, ainda nos comportamos como empregados, subordinados do poder estabelecido. A grana torrada na Copa, acreditem inocentes, não faria falta para estruturar a saúde e a educação em nosso Brasil. Não faria se.... os recursos existentes fossem destinados a atender quem paga os impostos, nós, o povo. Juro que queria falar de futebol, mas estamos levando outra goleada e dos nossos piores adversários, que deveriam jogar no nosso time. Este texto não é uma indireta para a direita, esquerda ou centro. Até mesmo porque, na hora de avacalhar ainda mais o que já não está bom, todos eles se saem muito bem. 

 

Júlio Castro 

 

Curitibano, foi atleta de Handebol do CMC, Soc. Thalia, Colégio Bardhal, União Juventus e Seleção Paranaense. Membro das Equipes de Futebol e Atletismo do CMC, Instrutor de Musculação formado pela Federação Paulista e UFPR.  Atuou por dez anos nos Ginásios Hércules - Apolo de Halterofilismo. Comentarista esportivo da Rádio Nacional por três anos e colunista esportivo, tendo colunas publicadas em sites e jornais impressos. O sonho de jogar futebol profissional foi interrompido precocemente por um acidente. Ao participar de uma peneira num dos times da Capital, correu para receber o lançamento, a bola veio certinha, no pé e “acidentalmente” ele furou. Fim. 

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