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Domingo, 25 de Outubro 2026
Cidades

ATUALIZADO: Número de mortes em megaoperação no Rio passa de 130

Corpos foram encontrados em região de mata no Complexo da Penha na manhã desta quarta-feira (29)

Portal Paraná Urgente
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ATUALIZADO: Número de mortes em megaoperação no Rio passa de 130
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O Rio de Janeiro amanheceu sob choque nesta quarta-feira (29). A Defensoria Pública do Estado informou que já passa de 130 o número de mortos após a megaoperação das forças de segurança realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. Segundo o órgão, 128 civis e quatro policiais estão entre as vítimas, totalizando 132 mortos — o dobro do número divulgado oficialmente pelo governo estadual.

A Praça da Penha amanheceu tomada por uma cena estarrecedora: corpos estendidos sob lonas azuis, em uma fila que se estende por dezenas de metros. Moradores relatam que o local se transformou em um verdadeiro campo de guerra.

“Nunca vi nada igual. Foi tiroteio o dia inteiro, helicópteros atirando, gente correndo pra todo lado. E agora esses corpos aqui… parece um massacre”, contou uma moradora da região, sob anonimato, temendo represálias.

Divergência de números e clima de tensão

O novo número divulgado pela Defensoria Pública não consta no balanço oficial do governo do Rio de Janeiro. Na terça-feira (28), as autoridades haviam informado que a Operação Contenção — nome dado à ação conjunta das polícias Civil e Militar — havia sido finalizada com 64 mortos e 81 presos.

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A Defensoria afirmou que enviou uma equipe ao local para apurar as denúncias e garantir o direito à identificação e sepultamento das vítimas.

A megaoperação

A Operação Contenção mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças estaduais de segurança. O objetivo, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SESP) e o Governo do Estado, era conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir 100 mandados de prisão contra lideranças e integrantes do grupo criminoso.

A ação foi resultado de mais de um ano de investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). As forças de segurança utilizaram helicópteros blindados, veículos blindados e drones de reconhecimento.

Reflexos na cidade

Após a operação, vias importantes foram bloqueadas em diversos pontos do Grande Rio em represália de facções criminosas. Moradores relataram barricadas, incêndios de ônibus e tiroteios durante a madrugada. O transporte público foi suspenso em várias regiões da Zona Norte.

Governo e Defensoria em rota de colisão

O Governo do Estado ainda não confirmou os novos números. Em nota, a Secretaria de Segurança afirmou que “os dados oficiais serão atualizados apenas após a conclusão das perícias”. Já a Defensoria Pública reforçou que a contagem de vítimas é feita com base em levantamentos de campo e registros de famílias que buscam desaparecidos.

A operação reacende o debate sobre o uso da força policial em áreas de vulnerabilidade social e a responsabilidade do Estado em ações de grande escala. 

FONTE/CRÉDITOS: Redação - Portal Paraná Urgente
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