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Terça-feira, 26 de Maio 2026
Utilidade Pública

CNJ lança aplicativo A.Dot para fortalecer a busca ativa na adoção de crianças e adolescentes

Ferramenta digital visa conectar pretendentes habilitados a perfis de crianças e adolescentes com dificuldades em encontrar uma família, priorizando grupos de irmãos e casos específicos.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
CNJ lança aplicativo A.Dot para fortalecer a busca ativa na adoção de crianças e adolescentes
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou nesta segunda-feira (25), Dia Nacional da Adoção, o aplicativo A.Dot. Esta nova ferramenta digital tem como objetivo principal ampliar a busca ativa por famílias para crianças e adolescentes que enfrentam maiores desafios para serem adotados, centralizando informações cruciais.

A iniciativa de busca ativa, parte integrante do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), foca em públicos específicos. Entre eles, destacam-se crianças mais velhas, adolescentes, grupos de irmãos e aqueles com deficiência ou necessidades de saúde particulares.

A apresentação oficial do A.Dot, que já operava em fase piloto no Tribunal de Justiça do Paraná, foi realizada durante um webinário promovido pelo próprio CNJ. Para acessar a plataforma, os usuários devem utilizar o login do portal Gov.br, permitindo que os interessados iniciem o pré-cadastro e monitorem seu processo de habilitação para a adoção.

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Conforme dados do CNJ, atualmente 1.801 crianças e adolescentes em todo o Brasil estão aptos a serem incluídos na busca ativa. Desde 2019, o SNA facilitou mais de 33,5 mil processos de adoção nacionalmente, dos quais 1.826 foram concretizados por meio dessa metodologia de busca.

Proteção integral

Durante o evento de lançamento, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ressaltou a importância do A.Dot. Ele enfatizou que a ferramenta foi criada para otimizar o acesso a informações relevantes e reforçar a proteção integral no âmbito da adoção e do acolhimento familiar.

"Este aplicativo oferece a pretendentes devidamente habilitados um acesso seguro a dados autorizados, incluindo conteúdo audiovisual," declarou o ministro Fachin. "Isso contribui significativamente para decisões mais informadas e responsáveis no processo de adoção."

Na visão de Fachin, a implementação dessa tecnologia reflete uma abordagem que prioriza a cooperação em nível nacional e o engajamento com a garantia dos direitos fundamentais.

Dentro do A.Dot, os usuários podem explorar os perfis das crianças e adolescentes disponíveis para a busca ativa. Cada perfil inclui fotos, vídeos curtos e informações essenciais, proporcionando uma visão mais completa.

É fundamental destacar que o uso da ferramenta exige um rigoroso compromisso com a preservação da identidade, da imagem, da intimidade e do sigilo das informações. A inclusão de crianças e adolescentes na plataforma só ocorre mediante autorização judicial.

Respeito

Durante o webinário, Hugo Zaher, juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça e gestor do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, enfatizou o caráter pioneiro do A.Dot. Segundo ele, o aplicativo possibilita uma apresentação mais humanizada, respeitosa e sensível das crianças e adolescentes.

"Pretendentes devidamente habilitados, de qualquer estado da federação, terão acesso direto à busca ativa nacional de crianças e adolescentes aptos à adoção, diretamente pelo celular", explicou o juiz Zaher. "Isso elimina barreiras geográficas e expande significativamente as oportunidades."

Para Zaher, o A.Dot representa a concretização da política nacional de busca ativa no âmbito do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento.

O gestor do SNA destacou que a iniciativa visa aproximar histórias e mitigar a invisibilidade frequentemente associada a processos de adoção tardia, grupos de irmãos e crianças e adolescentes com necessidades específicas de saúde ou deficiência.

"Nosso objetivo é proporcionar uma visibilidade qualificada, ética, protegida e humanizada," afirmou Zaher. "Uma visibilidade que respeite a história, a identidade, a privacidade e o protagonismo de cada criança envolvida no processo de adoção."

Irmãos

De acordo com o CNJ, mais de 90% das crianças e adolescentes incluídos na busca ativa possuem idade superior a oito anos. Além disso, um dado relevante aponta que mais de 60% dessas crianças têm, no mínimo, um irmão.

No momento de seu lançamento, o A.Dot já contava com 1.787 crianças e adolescentes cadastrados. Hugo Zaher, gestor do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, informou que 65% das adoções realizadas por meio da busca ativa conseguem manter grupos de irmãos unidos. Ele acrescentou que "para crianças e adolescentes com deficiência, a busca ativa também se mostra uma alternativa crucial."

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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