Mãe acredita que dificuldade na fala transformou o filho dela em "presa fácil" para o abusador
Homem, denunciado pelo MP, postou vídeos do abuso na deep web e foi descoberto pela polícia norte-americana. Professor é acusado de estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil.
"É como se eu tivesse imposto uma bomba dentro da minha boca e me explodido. Eu saí sem rumo, sem direção. Eu estou juntando meus pedacinhos espalhados por todo lugar, com o apoio das pessoas, com oração, com a força que eu sinto ao olhar o meu filho e ver que ele precisa de mim, porque é destruidor, é cruel, é uma dor imensurável."
Este é o relato da mãe de uma criança de 11 anos foi abusada por um professor tutor dentro de uma escola particular de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o homem filmou abusos sexuais contra duas crianças e os publicou na deep web. Ele está preso desde janeiro e responde por estupro de vulnerável e armazenamento de pornografia infantil.
Conforme a mãe de uma das vítimas, a criança tem síndrome de Down, autismo e apraxia da fala – distúrbio na qual a pessoa tem dificuldades para formular frases e se comunicar verbalmente.
Ela acredita que isso transformou o filho dela em "uma presa fácil" para o abusador.
O acusado era tutor da criança na escola. Por conta disso, a acompanhava em todas as atividades e lugares: na quadra, no recreio e até mesmo ao banheiro. Foi em um banheiro da escola, inclusive, que os abusos aconteceram, de acordo com denúncia do MP.
De acordo com a investigação, o crime aconteceu no fim de 2022, porém, a mãe teve conhecimento sobre o caso apenas no início de 2024. Ela relata que quando soube do abuso, a criança não estudava mais na escola.
A troca de instituição foi motivada após ela ouvir, do próprio suspeito, que o filho foi retirado de uma atividade com a turma e ficou sozinho, com o professor tutor, em uma sala "vendo vídeos".
O nome do homem e da instituição não foram oficialmente divulgados. O caso tramita em segredo de Justiça.
Voce pode ler essa matéria complena no G1 Paraná
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