Uma associação protocolou recentemente um aditamento a uma denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, nos Estados Unidos, que pode reacender as investigações sobre a morte de Isabella Nardoni. O novo documento traz à tona uma suposta confissão de Anna Carolina Jatobá, condenada pelo crime, que teria implicado seu sogro, Antônio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni, como um dos responsáveis pela morte da menina.
A revelação, divulgada pela colunista Fábia Oliveira, sugere que Jatobá teria feito a declaração pouco após sua chegada ao presídio de Tremembé, em 2008. O aditamento pede a reabertura do caso e a detenção de Antônio Nardoni, que nega veementemente as acusações.
O caso Isabella Nardoni e as condenações
Isabella Nardoni, que tinha apenas cinco anos, faleceu em 2008 após ser jogada do apartamento onde morava com o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, em São Paulo. O casal foi condenado pela morte da criança.
Anna Carolina Jatobá recebeu uma pena de 26 anos de prisão, cumprindo 15 anos em regime fechado. Alexandre Nardoni foi condenado a 32 anos e cumpriu 16 anos em regime fechado. Atualmente, ambos estão em regime aberto e residem em um apartamento em São Paulo com seus dois filhos, de aproximadamente 19 e 21 anos.
A suposta confissão de Jatobá e a nova denúncia
O aditamento protocolado pela associação na CIDH se baseia em relatos de, ao menos, três policiais penais que teriam presenciado a suposta confissão de Anna Carolina Jatobá. De acordo com o documento, Jatobá teria afirmado que seu sogro, Antônio Nardoni, participou diretamente do planejamento e da execução do crime que vitimou Isabella Nardoni.
Detalhes da revelação
Um dos relatos anexados à denúncia descreve que, ao ser questionada sobre a autoria do crime, Anna Carolina Jatobá teria respondido que agiu a mando “daquele véio”. Ao ser inquirida se referia ao sogro, ela teria confirmado com a cabeça, em prantos. A associação argumenta que o avô paterno de Isabella, Antônio Nardoni, teria orientado Alexandre Nardoni a alterar provas para simular um acidente.
O advogado da associação, Angelo Carbone, sugere que uma quebra de sigilo telefônico poderia comprovar uma suposta fraude processual. A associação também levanta a hipótese de que a ausência de uma confissão formal de Anna Carolina Jatobá contra a família Nardoni se deve ao apoio financeiro que ela supostamente recebe deles.
As reivindicações da associação
A petição da associação à Corte Internacional inclui uma série de pedidos:
- A prisão preventiva de Antônio Nardoni.
- Medidas de proteção para as testemunhas que, supostamente, temem represálias.
- Acompanhamento presencial do caso por representantes da CIDH.
A defesa de Antônio Nardoni
Diante das graves acusações, Antônio Nardoni, por meio de seus advogados, manifestou-se à colunista Fábia Oliveira. Ele nega todas as acusações e afirmou que irá adotar medidas judiciais contra os autores dos depoimentos que o incriminam.
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