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Segunda-feira, 20 de Abril 2026

Política

Justiça Gratuita para Vítimas de Violência Doméstica: Projeto Avança na Câmara e Facilita Acesso ao Judiciário

Proposta aprovada em comissão isenta mulheres do pagamento de custas processuais em ações contra agressores

Clécio Silva
Por Clécio Silva
Justiça Gratuita para Vítimas de Violência Doméstica: Projeto Avança na Câmara e Facilita Acesso ao Judiciário
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Proposta aprovada em comissão isenta mulheres do pagamento de custas processuais em ações contra agressores, presumindo sua incapacidade financeira e eliminando a necessidade de comprovação de baixa renda.

Um importante passo foi dado na luta pela proteção e garantia dos direitos das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no Brasil. A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que assegura a gratuidade de Justiça para essas mulheres em ações penais movidas contra seus agressores. A medida, se convertida em lei, eliminará um significativo obstáculo financeiro que muitas vezes impede a busca por reparação e segurança.

O texto aprovado propõe uma alteração direta no Código de Processo Civil (CPC). Atualmente, a legislação garante o benefício da justiça gratuita para cidadãos e empresas que comprovem não ter recursos suficientes para pagar as custas do processo e os honorários de advogados. A grande inovação do projeto é que, para a mulher vítima de violência, essa insuficiência de recursos será presumida, ou seja, ela não precisará provar que não tem condições de arcar com as despesas.

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Com a nova regra, a mulher que denunciar seu agressor e iniciar uma ação penal terá o acesso ao sistema de Justiça facilitado, sem a necessidade de arcar com os custos que um processo judicial acarreta. A proposta simplifica o procedimento e garante que a condição financeira não seja um impeditivo para a busca de direitos.

O parecer favorável da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi decisivo para a aprovação na comissão. Ela acolheu o texto já modificado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, que aprimorou o Projeto de Lei 6112/23, de autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR). O projeto original previa apenas a possibilidade de a vítima solicitar a gratuidade, mas a versão aprovada vai além, estabelecendo a presunção da necessidade.

"O pleno acesso ao sistema de justiça é essencial para garantir proteção a mulheres vítimas de violência doméstica e assim evitar o crescimento desses casos de agressão", argumentou a deputada Laura Carneiro em seu parecer.

Próximos Passos para a Proposta Virar Lei

A proposta agora segue para a última etapa de análise na Câmara dos Deputados. Por tramitar em caráter conclusivo, o projeto não precisa ser votado no Plenário, sendo analisado apenas pelas comissões. A próxima e última parada na Casa é a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), que avaliará a constitucionalidade do texto.

Se aprovado pela CCJ, o projeto de lei seguirá para o Senado Federal. Caso os senadores também aprovem o texto sem alterações, ele será enviado para a sanção presidencial para, finalmente, se tornar lei e entrar em vigor em todo o país.

FONTE/CRÉDITOS: Texto por Clécio Silva
Clécio Silva

Publicado por:

Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

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