Aguarde, carregando...

Domingo, 09 de Agosto 2026
Justiça

Moraes vota contra a extensão da CPMI do INSS; placar parcial está em 3 a 1

O voto do ministro Alexandre de Moraes consolida a maioria na Suprema Corte contra a continuidade dos trabalhos da comissão.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Moraes vota contra a extensão da CPMI do INSS; placar parcial está em 3 a 1
© Rosinei Coutinho/STF
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Nesta quinta-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou-se pela anulação da determinação do ministro André Mendonça, que havia estendido o prazo das atividades da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Com a adesão de Moraes, o placar provisório da análise na Corte alcança 3 votos a 1 desfavoráveis à prorrogação. Além dele, os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin também votaram contra. Apenas o ministro Mendonça havia aprovado a extensão por até 60 dias.

O ministro Moraes ressaltou a relevância das investigações conduzidas pelas Comissões Parlamentares de Inquérito para apurar as responsabilidades em casos de fraude contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Leia Também:

Entretanto, Moraes argumentou que não existe um “direito líquido e certo” que imponha a continuidade dos trabalhos da comissão.

Ele justificou sua posição afirmando que “a instauração de uma CPI, com prazo e fato determinados, é um direito da minoria [oposição]. A prorrogação, por outro lado, é um direito da maioria. Quem estuda comissões parlamentares de inquérito entende essa dinâmica”.

O ministro também apontou “abusos” cometidos pela comissão, acusando-a de divulgar informações confidenciais à mídia.

Como exemplo, ele mencionou que “a CPMI criou um link com dados sigilosos de todas as provas da Polícia Federal, incluindo contatos, agendas e telefonemas, e os distribuiu aos jornalistas”.

A sessão do Supremo Tribunal Federal prossegue para a coleta dos votos restantes dos ministros.

Alegações de conversas sigilosas

No início do corrente mês, Alexandre de Moraes refutou ter se comunicado com o banqueiro Daniel Vorcaro em 17 de novembro do ano anterior, data em que o empresário foi detido pela primeira vez durante a Operação Compliance Zero, que apura irregularidades no Banco Master.

A alegada troca de mensagens veio a público por meio do jornal O Globo, que obteve acesso a capturas de tela das conversas descobertas pela Polícia Federal (PF) no aparelho celular de Vorcaro, confiscado durante a ação policial.

Essas comunicações, de natureza sigilosa, começaram a ser veiculadas pela imprensa depois de serem encaminhadas à CPMI.

Contexto da prorrogação da CPMI

Na segunda-feira anterior (23), o ministro Mendonça, que atua como relator do processo, concedeu um prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União - AP), procedesse à leitura do pedido de extensão dos trabalhos da CPMI.

A decisão do ministro atendeu a uma solicitação de liminar apresentada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Conforme Viana, houve uma falha por parte de Alcolumbre e da Mesa Diretora em não acolherem o requerimento de prorrogação.

Anteriormente, frente à inação de Alcolumbre, o senador Viana havia optado por estender a CPMI por um período de até 120 dias, suspendendo a sessão até a conclusão do julgamento no STF, aguardando a decisão final da Corte.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.
Procon

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Paraná Urgente no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar
Prefeitura de Maringá

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR