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O Tribunal Superior Eleitoral registrou que mais de 1,1 mil candidaturas indeferidas marcaram o cenário preparatório para as próximas eleições no país. O balanço divulgado pela Justiça Eleitoral indica que 1.101 titulares e 74 suplentes tiveram seus registros rejeitados até o momento. A maioria dos postulantes atingidos ainda possui prazo aberto para apresentar recursos e tentar reverter a situação jurídica a tempo do pleito.

Partidos com mais registros barrados

No levantamento por legenda partidária, a Democracia Cristã (DC) lidera o número de rejeições, somando 175 nomes indeferidos quando contabilizados os suplentes. A legenda Democrata aparece na sequência do ranking, com 157 indeferimentos consolidados nos sistemas oficiais.

Completando o grupo das siglas com mais nomes vetados, o partido Agir contabiliza 142 candidaturas barradas para a disputa deste ano. De acordo com a Justiça Eleitoral, entre os principais motivos para as rejeições estão o descumprimento de requisitos formais, a ausência de condições legais de elegibilidade e pendências relativas à documentação do partido ou coligação.

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Panorama geral dos registros eleitorais

A poucas semanas do primeiro turno, que reunirá cerca de 21 mil candidatos em disputa por cargos dos Poderes Executivo e Legislativo, a situação geral dos registros cadastrados no tribunal está distribuída do seguinte modo:

  • Deferidas: 18.835
  • Deferidas com recurso ou em prazo recursal: 166
  • Indeferidas: 361
  • Indeferidas com recurso ou em prazo recursal: 814
  • Renúncias: 698
  • Pendentes de julgamento: 99
  • Aguardando julgamento: 7
  • Canceladas: 4

Distribuição das rejeições por cargo

A análise por cargos indica que as vagas para deputado estaduais e federais concentram o maior volume de indeferimentos decretados. A divisão das candidaturas barradas por função eletiva é a seguinte:

  • Deputado estadual: 530
  • Deputado federal: 484
  • Senador: 31
  • Governador: 26
  • Vice-governador: 20

Decisões na corrida presidencial e calendário

Na disputa pela Presidência da República, o caso de Pablo Marçal (PRTB) permanece como o único registro indeferido. O plenário do TSE rejeitou o pedido por unanimidade devido ao descumprimento do requisito de filiação partidária dentro do prazo legal e ao quadro de inelegibilidade do candidato, autorizando a substituição pelo nome de Leonardo Avalanche.

Cerca de 150 milhões de eleitores são esperados nas urnas no dia 4 de outubro para o primeiro turno das eleições federais e estaduais. Nas localidades e cargos em que houver necessidade de segundo turno, a votação está agendada para o dia 25 de outubro.

FONTE/CRÉDITOS: Clécio Silva