Segundo matéria do G1, e CNN Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci, foram flagrados desembarcando de um jatinho no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em 22 de agosto de 2025. O voo foi realizado em uma aeronave pertencente a uma empresa ligada a Daniel Vorcaro, ex-sócio do Banco Master. O episódio veio à tona após a divulgação de um vídeo pela coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, gerando ampla repercussão política e jurídica no cenário nacional.
De acordo com um relatório da Polícia Federal (PF) que teve o sigilo levantado pelo ministro André Mendonça, o avião Embraer Legacy 650 é citado como uma forma de pagamento em um suposto segundo contrato. O documento mencionava uma prestação de serviços advocatícios no valor de R$ 50 milhões entre o escritório de Viviane Barci e a Viking Participações, empresa de Vorcaro. As investigações detalham que a quitação poderia envolver a entrega de cotas de aeronaves e helicópteros.
Negativas e posicionamento oficial
Em nota oficial divulgada à imprensa, o escritório Barci de Moraes negou veementemente qualquer irregularidade na utilização da aeronave. A defesa afirmou que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, incluindo a Prime Aviation, e que a escolha segue critérios estritamente operacionais. O comunicado ressalta que:
- O escritório não possui contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation.
- Não houve qualquer aquisição de cotas da empresa de aviação pelos integrantes do escritório.
- Daniel Vorcaro ou pessoas externas não estavam presentes nos voos realizados.
- A contratação não envolve vínculos pessoais com os proprietários dos ativos.
Investigações da Polícia Federal
O material probatório enviado ao STF inclui trocas de mensagens e registros de conversas entre o advogado Leonardo Palhares e Daniel Vorcaro, além de diálogos envolvendo representantes da Prime Aviation. Os arquivos apontam tratativas sobre a utilização contínua de jatinhos e helicópteros pelo casal, com menções a avaliações positivas sobre o serviço prestado. Apesar das evidências documentais detalhadas pela PF, a defesa reforça a legalidade dos procedimentos operacionais adotados nas viagens realizadas ao longo do ano de 2025.
Veja a íntegra da nota do escritório Barci de Moraes:
O escritório Barci de Moraes informa que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, entre elas a Prime Aviation, cujos serviços foram utilizados em determinadas ocasiões.
Em nenhum dos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia ao escritório. Em determinados voos, Viviane Barci de Moraes foi acompanhada por seu marido, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A contratação dos serviços de táxi aéreo segue critérios operacionais e não envolve qualquer vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos. A escolha das aeronaves utilizadas cabe às próprias empresas de aviação civil contratadas, neste caso, a Prime Aviation.
O escritório Barci de Moraes reitera que não possui contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation, tampouco realizou qualquer aquisição de cotas da empresa.
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