O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretou nesta quarta-feira, 4 de junho de 2025, a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A justificativa para a prisão preventiva se baseia principalmente no fato de a deputada ter deixado o Brasil. A PGR argumentou que a saída do país, anunciada pela própria Zambelli na terça-feira (3), representa um risco para a aplicação da lei penal.
Carla Zambelli já havia sido condenada pela Primeira Turma do STF a 10 anos de prisão e à perda do mandato por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos. Essa condenação, no entanto, ainda não havia começado a ser cumprida devido a recursos pendentes.
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Além disso, a deputada responde a outro processo criminal no STF por perseguir um homem com uma pistola na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Na decisão, Alexandre de Moraes também determinou o bloqueio imediato dos passaportes de Carla Zambelli (incluindo o diplomático), o bloqueio de veículos automotores e bens imóveis, além de embarcações e aeronaves. O ministro ordenou ainda a inclusão da deputada na difusão vermelha da Interpol para busca internacional.
Carla Zambelli, por sua vez, declarou ter saído do Brasil para buscar tratamento médico e afirmou que pretende pedir licença do mandato para viver na Europa, alegando possuir cidadania italiana e que seria "intocável" no país. Ela tem se manifestado nas redes sociais, criticando a decisão e alegando perseguição política.
A prisão preventiva da deputada federal tem gerado grande repercussão e levantado debates sobre a aplicação da lei e a garantia da ordem democrática no país.