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Domingo, 10 de Maio 2026
Saúde

Brasil alcança 1 milhão de gestantes vacinadas contra VSR, fortalecendo a proteção de bebês contra a bronquiolite

A imunização materna contra o vírus sincicial respiratório oferece defesa crucial aos recém-nascidos, período de maior vulnerabilidade a complicações graves.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Brasil alcança 1 milhão de gestantes vacinadas contra VSR, fortalecendo a proteção de bebês contra a bronquiolite
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Em uma semana simbólica, que celebrou o Dia das Mães, o Brasil atingiu a marca de 1 milhão de gestantes imunizadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR) em todo o território nacional. Essa campanha de vacinação é fundamental para proteger os bebês da bronquiolite, uma doença respiratória grave, e já demonstra resultados promissores na redução de internações e óbitos infantis.

A bronquiolite, uma infecção respiratória comum em crianças menores de dois anos, é caracterizada pela inflamação dos bronquíolos, que são as pequenas vias aéreas dos pulmões.

Os sintomas iniciais da doença incluem:

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  • coriza,
  • tosse persistente,
  • febre,
  • espirros frequentes,
  • chiado no peito e
  • dificuldade ou rapidez na respiração.

Em situações mais severas, os lactentes podem manifestar dificuldade para se alimentar, episódios de apneia (pausas na respiração), vômitos e uma coloração azulada ou arroxeada nos lábios ou nas pontas dos dedos, indicando cianose.

A vacina contra o VSR foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, representando um avanço significativo para a saúde pública brasileira, especialmente considerando que, na rede particular, o custo do imunizante pode chegar a R$ 1,5 mil.

Este imunizante age estimulando a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos para o feto ainda durante a gestação. Essa proteção passiva é vital nos primeiros meses de vida do bebê, quando a vulnerabilidade a complicações respiratórias é maior.

Estudos clínicos robustos confirmaram a eficácia da vacina, que alcança 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês durante os primeiros 90 dias após o nascimento.

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou a recuperação do status do Brasil em vacinação. “Voltamos a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas e enfraqueceram o Programa Nacional de Imunizações”, declarou.

Ele complementou: “Em três anos e meio, reconstruímos o Programa Nacional de Imunizações (PNI), incorporamos novas vacinas e ampliamos, ano após ano, a proteção da população. Seguiremos fortalecendo o SUS para garantir mais acesso à imunização e mais saúde para todos os brasileiros”, durante um evento em Lauro de Freitas (BA).

Com a expansão da vacinação entre gestantes, o país já observa uma notável redução no número de internações de crianças menores de dois anos devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR.

Dados do ministério revelam que, até 18 de abril de 2026, houve uma queda de 52% nessas internações em comparação com o mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também apresentaram uma diminuição expressiva de 63%, caindo de 72 para 27 mortes.

Maternidade municipal em Lauro de Freitas

Em visita a Lauro de Freitas na manhã de 7 de maio, o ministro Padilha assinou a ordem de serviço para o início da construção da primeira maternidade municipal da cidade.

Este ato marcou a liberação imediata de R$ 103 milhões em recursos provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde, destinados à edificação da unidade e à aquisição de equipamentos. A maternidade, com capacidade para 100 leitos, atenderá mais de 3 mil pacientes tanto do município quanto de cidades da região metropolitana de Salvador.

De acordo com o ministério, a futura maternidade operará 24 horas por dia, oferecendo assistência de média e alta complexidade, incluindo internações, atendimento ambulatorial e serviços de urgência e emergência ginecológica e obstétrica.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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