Aderbar, descoberto na Copinha, chegou no CT do Caju por suas duas principais características esportivas. Velocidade de reação e extrema tranquilidade, fundamentais para a posição e visíveis já no início de sua carreira. No Centro de Treinamento que ostenta o nome de uma lenda rubro negra, Alfredo Gottardi, o Caju. Goleiro de Seleção que defendeu o Athletico por dezessete anos e iniciou uma tradição do Clube de formar grandes goleiros, Aderbar, para os fãs do futebol, apenas Santos, desenvolveu ambas as características e ainda evolui muito em diversos aspectos. Ganho de massa muscular e a habilidade de lançar rapidamente, com força e precisão com as mãos e com os pés, precisão na saída em busca das bolas áreas e extrema firmeza no encaixe de bolas chutadas rasteiras. Quem acompanhou seu início no Furacão e lembra da final da Copinha onde foi destaque, viu ao vivo e em cores este crescimento e a transformação do menino calado no líder, multicampeão, terror dos cobradores de pênalti e estrela da constelação que fez história com as conquistas da Copa Sul-americana 2018 e Copa do Brasil 2019, Santos conquistou muitos mais pelo Clube e na Seleção Brasileira Olímpica conquistou o ouro olímpico no Japão. Titular em todo os jogos, defendeu uma das cobranças de pênaltis na semifinal contra o México e foi muito bem na final com a Espanha. Santos venceu mais uma Copa Sul-americana em 2021 e logo depois saiu, para retornar e mudar o panorama do time neste ano. Assumindo a titularidade num momento crítico, quando a bomba estava estourando no jovem discípulo, Mycael. O garoto estava abandonado por uma zaga ineficiente e desqualificada e não conseguia recuperar a tranquilidade, falhando seguidamente não parecia a sombra daquele goleiro vibrante, qualificado e vencedor que judiou dos garotos Hermanos na final do sul-americano Sub 15 e foi titular absoluto e venceu o Sul-americano Sub 20 onde sofreu apenas um gol no hexagonal final e os Jogos Pan-americanos 2023. Voltando ao Aderbar, o nosso Santos ainda tinha que provar mais uma coisa para os athleticanos, que ele é humano. Depois de tantos milagres e momentos inesquecíveis, falhou e acreditamos por poucos minutos que ele era somente mais um ser humano, sujeito a falhas, tropeços, imperfeições. Mas logo depois presenciamos uma força sobrenatural e uma luz vinda dos céus, que ofuscou a visão dos adversários, provocou uma saída equivocada do goleiro e em seguida uma titubeada dos zagueiros, além de iluminar os jovens João Cruz, Leozinho e literalmente iluminar a cabeça de Renan Peixoto. Tudo para provar que o nosso Santos é protegido e abençoado por Deus.
O texto acima expressa a visão de quem o escreveu, não necessariamente a de nosso portal.
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