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Sexta-feira, 01 de Maio 2026
Justiça

Justiça reverte justa causa de funcionária flagrada bebendo no trabalho, e empresa terá que indenizá-la em R$ 3 mil

O caso foi analisado após a trabalhadora acionar a Justiça alegando que a medida foi abusiva

Clécio Silva
Por Clécio Silva
Justiça reverte justa causa de funcionária flagrada bebendo no trabalho, e empresa terá que indenizá-la em R$ 3 mil
Ilustrativa
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A Justiça do Trabalho anulou a demissão por justa causa de uma funcionária de uma loja de calçados em Belo Horizonte que foi flagrada consumindo bebida alcoólica no ambiente de trabalho. A decisão é definitiva.

A empresa foi condenada a pagar R$ 3 mil em indenização por danos morais, além das verbas rescisórias de uma dispensa sem justa causa. O caso foi analisado após a trabalhadora acionar a Justiça alegando que a medida foi abusiva.

A loja apresentou imagens do circuito interno de segurança e confirmou que a funcionária consumiu bebida alcoólica, mas admitiu que as normas de conduta são repassadas verbalmente e que não havia registros anteriores de comportamento inadequado durante os quatro anos de serviço da profissional.

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A trabalhadora admitiu que consumiu bebida alcóolica, porém afirmou que foi após o fim do expediente. Uma testemunha relatou que outros funcionários também beberam no mesmo evento da empresa.

A decisão é da Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG), que entendeu que não houve gradação das penalidades antes da demissão, e foi confirmada pela instância superior.

Segundo o relator, juiz convocado Adriano Antônio Borges, a conduta da empresa não respeitou o princípio da proporcionalidade, nem levou em conta o histórico funcional da empregada. Ele destacou ainda que a penalidade aplicada não teve caráter educativo.

Para o magistrado, a demissão causou prejuízo à imagem da trabalhadora e afetou diretamente seus direitos trabalhistas, como a liberação do FGTS e o recebimento da multa rescisória. Por isso, determinou o pagamento da indenização.

O processo foi arquivado após a decisão definitiva do TRT-MG.

 

FONTE/CRÉDITOS: Redação Paraná Urgente - Fonte: @portalg1
Clécio Silva

Publicado por:

Clécio Silva

Clécio Silva, Brasileiro, casado, cristão. Residente em Maringá há 34 anos. Apresentador, comunicador, empresário e jornalista com registro profissional nº 0011449/PR. Está na área de comunicação há 36 anos, sendo 29 como profissional.

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