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Quinta-feira, 16 de Julho 2026
Utilidade Pública

Câmara aprova uso de indumentárias tradicionais de povos indígenas em documentos oficiais

A medida permite que elementos culturais como cocares e turbantes sejam incluídos em carteiras de identidade, motorista e passaportes, desde que não prejudiquem o reconhecimento facial.

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
Câmara aprova uso de indumentárias tradicionais de povos indígenas em documentos oficiais
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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Nesta quarta-feira (15), a Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar o Projeto de Lei (PL) 3839/23, que garante a povos indígenas e comunidades tradicionais o direito de incluir suas indumentárias tradicionais, como cocares e turbantes, em fotos para documentos oficiais de identificação. A iniciativa, que visa combater a discriminação e preservar identidades culturais, agora segue para apreciação do Senado.

Esta permissão abrange uma vasta gama de documentos oficiais, incluindo carteiras de identidade, de motorista, de trabalho e Previdência Social, e o passaporte. A única condição é que os elementos da indumentária tradicional não obstruam ou dificultem o reconhecimento claro da fisionomia do indivíduo.

O PL 3839/23 é de autoria da deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), com a relatoria a cargo da deputada Sônia Guajajara (Psol-SP). Ele foi concebido para permitir o uso de elementos que simbolizam o pertencimento a uma comunidade, tradição cultural ou religião.

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Impacto e justificativa da medida

A relatora, deputada Sônia Guajajara, enfatizou que a proibição de elementos ligados à identidade cultural tem historicamente gerado constrangimentos, sofrimento e violação de direitos para povos indígenas e tradicionais.

Ela ressaltou que estas alterações legislativas representam um avanço crucial para pôr fim a casos de discriminação na emissão de documentos oficiais. A medida não acarreta custos adicionais ao poder público e mantém rigorosos requisitos de segurança na identificação.

A implementação deste direito será posteriormente regulamentada, alinhando-se às obrigações internacionais que o Brasil já assumiu em relação aos direitos humanos e culturais.

FONTE/CRÉDITOS: Por Redação Paraná Urgente

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