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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Curiosidades

IMAGENS FORTES: O que acontece com os animais durante soltura de fogos

Animais morrem durante soltura de fogos na virada de ano

Portal Paraná Urgente
Por Portal Paraná Urgente
IMAGENS FORTES: O que acontece com os animais durante soltura de fogos
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Apesar das leis sancionadas em algumas cidades brasileiras, que tem por objetivo proibir a queima de fogos, especialmente rojões, elementos pirotécnicos ainda são intensamente usados nas festas de fim de ano, para o desespero dos animais e dos tutores.

Para muitas pessoas, os shows pirotécnicos simbolizam alegria e diversão, mas para grande parte dos tutores de animais é um verdadeiro transtorno. O barulho dos fogos traz muita agitação, incômodo e ansiedade, já que o ouvido dos cães e gatos é extremamente sensível.

Para se ter ideia, os humanos apresentam faixa de vibração auditiva entre 10 hertz (Hz) e 20.000 Hz. Os cães, entre 10 Hz e 40.000 Hz. Os gatos são ainda mais sensíveis, pois a audição felina pode alcançar faixas ultrassônicas de até 1.000.000 Hz.

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Choro, latido e agitação costumam ser a resposta natural dos pets no momento dos fogos na noite de Ano-Novo e a quantidade de animais que foge de casa aumenta significativamente. O resultado causado pelos fogos são choros, latidos, agitação, estresse intenso, pânico e, em casos mais graves, paradas cardiorrespiratórias que podem levar à morte. Além disso, os animais podem ficar desorientados, aumentando as chances de fuga e acidentes.

Imagens da internet mostram o sofrimento de donos de animais que entram em crise no momento da soltura de fogos. Em um dos vídeos, a tutora chora pela morte de um gato. As cenas dramáticas foram gravadas pelos proprietários em diferentes cidades do país.

O que fazer para proteger os animais desse incômodo?

Na tentativa de ajudar os tutores nesta virada de ano, a CGN conversou com a médica veterinária, Ana Cláudia Andrade, que separou algumas dicas para proteger os pets do barulho dos fogos.

Para fugir do barulho, os animais tentam se esconder e correm desorientados e é ideal que eles estejam em um local onde se sintam seguros e protegidos. Ela reforça que o animal deve ser colocado no cômodo da casa que tenha menos barulho momentos antes da queima de fogos e lembrar de o libertar assim que o barulho cessar.

“É muito delicado. Nesta época, recomendamos que os donos coloquem os animais em ambientes seguros, onde não consigam pular, fugir e se ferir. Eles acabam ouvindo ruídos sonoros que para nós parecem imperceptíveis, por isso para eles é muito difícil lidar com os barulhos de estampidos dos fogos”.

A veterinária também destaca que quem tem gato deve tomar maior cuidado com espaços entre os móveis, sofás articulados, baús, ou qualquer espaço onde o felino possa ficar preso ao tentar se esconder, já que é algo que costumam fazer em situações de insegurança.

Ela ressalta que é sabido que os cães demonstram muito mais desespero com os barulhos dos fogos, mas que isso não significa que os gatos não sejam afetados pelo barulho.

“Uma dica muito importante para quem tem gatos é que eles devem ser deixados em lugares pequenos. Caixa de papelão, caixa de transporte ou até mesmo no guarda-roupas. Ele vai se sentir mais seguro e e isso vai evitar que ele saia correndo”, destacou.

Tanto para cães, gatos ou outros animais, é importante verificar se não há rotas de fuga no local onde o pet ficará. A veterinária lembra que é muito importante não deixar o cão ou gato preso em correntes, pois eles podem entrar em pânico e se machucarem tentando fugir.

“É importante limitarmos o espaço do animal, com janela fechada e porta fechada. Pode-se deixar o aparelho de som ou a televisão ligada com o volume alto, no intuito de reduzir o barulho externo”, lembra.

Uma alternativa que também pode ajudar é colocar um algodão no ouvido do pet minutos antes do barulho e retirar quando terminar a comemoração, pois ajudará abafar um pouco o som. Existem também fones de ouvido e protetores de orelha próprios para animais. Panos de amarração também podem ajudar o animal a se sentir mais tranquilo.

 
A médica veterinária, Ana Cláudia Andrade (CRMV/PR 12692) é Mestre e Doutoranda em Ciência Animal. Ela também é Pós-graduanda em Psicologia e Comportamento Animal, além de Diretora da Clínica Veterinária Di Gatto em Cascavel.
FONTE/CRÉDITOS: Por Deyvid Alan - Portal CGN
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