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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
Policial

PF prende jovem de Maringá suspeito de planejar ato terrorista junto a radicais islâmicos

A PF apurou que o indivíduo vinha mantendo contato direto com radicais islâmicos no exterior, manifestando intenção de viajar para outros países.

Camila Sanches Silva
Por Camila Sanches Silva
PF prende jovem de Maringá suspeito de planejar ato terrorista junto a radicais islâmicos
Reprodução/PF
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (02) a Operação Trastejo, que investiga possíveis atos preparatórios de terrorismo. As investigações apontam para o recrutamento e radicalização por meio virtual de um jovem de Maringá, que passou a assumir uma visão religiosa extremista e violenta, com potencial para provocar atos definidos em lei como terrorismo. Ele foi preso após mandado expedido pela Justiça Federal da Seção Judiciária de Maringá.

Foram expedidos mandados de prisão temporária e também de busca e apreensão. O jovem seria professor de música e não teve a idade revelada. Foram apreendidos uma espingarda calibre 32 e muitos simulacros de arma.

A PF apurou que o indivíduo vinha mantendo contato direto com radicais islâmicos no exterior, manifestando intenção de viajar para outros países, como o Iraque, e incorporar-se a organizações terroristas.

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Além disso, o investigado circulou vídeos em grupos na internet em que, encapuzado, exibia armas, munição, rádio comunicador, cédulas de dólares americanos, dentre outros itens, proferindo conteúdo extremista e manifestando desejo de executar mortes de inocentes em uma ação suicida.

O preso possui extenso histórico de registros criminais, incluindo posse de entorpecente, ação penal pela prática do crime de homicídio qualificado e condenação por posse irregular de arma de fogo e outra por tentativa de roubo.

A investigação constatou que o preso possui treinamento para o manuseio e emprego de armas, além de motivação (radicalismo religioso) e meios (armas e munições), podendo a qualquer momento ou oportunidade fechar o ciclo para a consumação de ato terrorista. Conforme previsão da Lei de Enfrentamento ao Terrorismo sobre a prática de atos preparatórios ao terrorismo com o propósito inequívoco de consumar tal delito (art. 5º, caput, da Lei n. 13.260/2016), a Polícia Federal desencadeou a operação. As penas previstas na lei chegam a 30 anos de reclusão.

Como o investigado divulgava ser professor de música por meio das redes sociais, o nome da operação é uma referência a um defeito no braço do instrumento de corda que provoca problemas na emissão do som.

FONTE/CRÉDITOS: RicMais c/ informações PF
Camila Sanches Silva

Publicado por:

Camila Sanches Silva

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