MARINGÁ, PR — Em um posicionamento direto e técnico, o presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Carlos Henrique Pinto, esclareceu nesta semana os planos de revitalização das vias de circulação do Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro. A manifestação surge para corrigir publicações imprecisas em portais de notícias que sugeriram a pavimentação asfáltica do local.
OUÇA O ÁUDIO DO PRESIDENTE AQUI
Correção de fatos
Henrique Pinto foi enfático ao afirmar que não haverá aplicação de asfalto nas áreas de exposição e circulação de animais. O presidente destacou que a disseminação dessas informações equivocadas gera uma percepção errada sobre o planejamento estratégico da SRM para a Expoingá 2026 e outros eventos.
Por que o asfalto é vetado?
Diferente do que ocorre em vias urbanas comuns, um parque de exposições agropecuárias possui demandas específicas que tornam o asfalto um material inadequado:
-
Drenagem e Permeabilidade: O uso de blocos intertravados (pavers) ou soluções similares é priorizado para garantir a drenagem pluvial. O asfalto cria uma camada impermeável que sobrecarrega o sistema de esgoto e aumenta o risco de alagamentos.
-
Bem-estar Animal: O asfalto retém calor de forma excessiva (ilhas de calor). Em dias de exposição, o aquecimento do solo pode causar estresse térmico grave e lesões nos cascos dos animais que circulam pelo recinto.
-
Versatilidade e Manutenção: O pavimento em blocos permite reparos localizados e acesso a redes de água e fibra ótica de forma muito mais ágil e limpa, sem a necessidade de "remendos" asfálticos que prejudicam a estética do parque.
Compromisso com a infraestrutura
A atual gestão "Rural Raiz" reafirma seu compromisso com a modernização do parque, que inclui a revitalização de pavilhões (como o Pavilhão Azul) e a melhoria do conforto para os visitantes. Henrique Pinto reiterou que a SRM busca as melhores soluções de engenharia, sempre alinhadas às tendências globais de sustentabilidade e respeito à tradição agropecuária de Maringá.
Comentários