Preso pela Polícia Civil do Distrito Federal, nesta segunda-feira (17) o homem responsável por compartilhar fotos dos laudos periciais dos corpos da cantora Marília Mendonça e dos também cantores Cristiano Araújo e Gabriel Diniz.
De acordo com o Metrópoles, o homem de 22 anos foi preso em Santa Maria, no Distrito Federal (DF) por agentes da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), no âmbito da operação batizada de Fenir, que na mitologia nórdica significa lobo monstruoso.
A operação tem o objetivo de reprimir os crimes envolvendo o vazamento desse tipo de imagem na internet.
Segundo investigações da polícia, o homem usou o Twitter para difundir as imagens dos artistas falecidos. No Brasil, a pena para quem pratica o crime de vilipêndio de cadáver pode ser detenção de 1 a 3 anos e pagamento de multa, conforme o art. 212 do Código Penal.
Investigação
Enquanto a PCDF cumpre mandado de prisão contra quem compartilhou as imagens nas redes sociais, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) afirmou, no sábado (15/4), que os responsáveis pelos vazamentos das fotos da autópsia da cantora Marília Mendonça podem ser demitidos.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou um procedimento e um inquérito policial para apurar quem são os responsáveis pelo vazamento. Leia a nota na íntegra:
"A Polícia Civil reforça seu compromisso com o resguardo dos dados sensíveis que envolvem a investigação criminal em todas suas vertentes, bem como a punição de todos os servidores que eventualmente derem causa ao vazamento de dados, informações ou documentos de natureza sensível ou sigilosa. Foi instaurado procedimento pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e inquérito policial para apurar o vazamento, autoria e, consequentemente, responsabilização dos culpados. A PCMG não compactua com eventuais desvios de conduta de seus servidores, os quais são apurados com rigor e celeridade. As medidas administrativas após apuração e direito à defesa podem ir desde o afastamento do servidor à demissão do cargo público. A Polícia Civil reforça seu compromisso com o resguardo dos dados sensíveis que envolvem a investigação criminal em todas suas vertentes, bem como a punição de todos os servidores que eventualmente derem causa ao vazamento de dados, informações ou documentos de natureza sensível ou sigilosa".
Na quinta-feira (13/4), a corporação abriu "procedimento administrativo" para investigar o vazamento de documentos da morte da artista em Caratinga, Região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Vale ressaltar ainda que, além dos responsáveis por vazar as imagens, quem compartilha no WhatsApp ou em outras redes sociais pode responder por crime de Vilipêndio de Cadáver.